O DES(P)EJO QUE ME HABITA – A PSICANÁLISE E @S VOLTAS

Claudia Aparecida de Oliveira Leite

Resumo


O livro Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, impactou a sociedade por revelar a realidade da favela. Sendo assim, aquilo que deveria permanecer escondido vem à luz revelando um “fruto estranho”. Recuperamos o primeiro anúncio que Freud nos traz em seu trabalho Das Unheimliche (1919), quando ele ressalta que estamos na fronteira da estética ao nos ocuparmos do tema do estranho. Porém, o modo como a Psicanálise se aproxima desse tema revela seu aspecto fugidio e radicalmente intraduzível. O presente trabalho circula entre o que Freud nos ensina sobre o estranho e o que Carolina denuncia com sua letra: a estreita relação entre a escrita e o corpo. Nesse sentido, articulamos o estranho em três tempos: Tempo de ler, Tempo de escrever e Tempo de estranhar.


Palavras-chave


Psicanálise; Freud; Lacan: Memória; Literatura; Arte; Clínica

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.9789/1679-9887.2020.v18i2.46-57

Direitos autorais 2020 Psicanálise & Barroco em Revista