QUANDO EU PERDI VOCÊ, GANHEI A APOSTA: AMOR E DESEJO NA NOVELA A DÓCIL, DE DOSTOIÉVSKI

Caciana Linhares Pereira, Camila de Sousa Ricarti, Roseane Torres de Madeiro

Resumo


Este trabalho surgiu do desejo de, através da obra de Dostoiévski (1821-1881), fazer uso do laço fundado por Freud (1856-1939) entre a Psicanálise e a Literatura, seguindo o argumento que situa a Arte como produtora de testemunhos do inconsciente. Uma obra particular, A Dócil (1876), permitiu que apreendêssemos aspectos fundamentais do modo como desejo e amor podem se articular na neurose obsessiva. A contribuição que a Psicanálise aporta sobre o tema permitiu articular o texto literário à teoria e nesse percurso algo novo se produziu. O modo como a novela apresenta o desejo e o amor permite escutar um modo próprio que Freud já havia perscrutado na neurose obsessiva, mas, o que pareceu central foi perceber que o escritor segue uma ética que nos é familiar: aponta para a face negativa do desejo e ao impossível que atravessa a experiência amorosa.

Palavras-chave: Dostoiévski. Amor. Desejo. Neurose Obsessiva.


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