Formando plateias: significados estéticos de um concerto didático

Gina Denise Barreto Soares

Resumo


Este artigo é parte de uma pesquisa de doutorado que trata dos significados de um concerto didático realizado pela Orquestra Sinfônica do Estado do Espírito Santo (OSES) para os alunos das escolas de educação básica da rede pública localizadas na região da Grande Vitória no estado do Espírito Santo, Brasil. O concerto didático, nosso objeto de estudo, tem como finalidade a formação de plateias e é tratado como uma oportunidade de introduzir alguns códigos da música de concerto no universo cultural de plateias pouco familiarizadas com esse gênero musical. De acordo com o senso comum, a música de concerto é considerada como um gênero próprio da cultura das elites e de difícil acesso para todos aqueles que não estão habituados. Sendo assim, o concerto didático aqui em questão busca criar facilidades para que a plateia interaja com a música de concerto. Por lidar com a apreciação musical em audiência, consideramos que este fazer musical tem o potencial de proporcionar a criação de significados por meio da superação das distâncias entre a plateia e a música de concerto. Além de considerações sobre a apreciação musical (GOBBI, 2011; FRANÇA; SWANWICK, 2002; MORAES, 1983; COPLAND, 2011; WILLENS, 1970 e ELLIOTT, 1995), a Nova Retórica (PERELMAN, 1993; PERELMAN; OBRECHTS-TYTECA, 2000; REBOUL, 2000 e MEYER, 1993; 2007) e a Semiologia Cognitiva (KLINKENBERG, 1996; 1999) compõem o referencial teórico utilizado. Os dados foram coletados por meio de questionários compostos de três etapas e aplicados a um grupo de quarenta e três alunos. Em seguida, tais dados foram organizados e analisados com o objetivo de apreender os significados do concerto didático. O recorte dos dados analisados trazidos para o momento terão como foco o componente estético da apreciação musical.

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