Arquitetura do Som: Construção autônoma e protagonista desde os primeiros passos com o violino

Sheyla Yassue Yatsugafu

Resumo


Considerando o conceito de arquitetura contextualizado à realidade do processo de ensino-aprendizagem do violino; os quatro pilares da educação da Unesco: aprendendo a saber, a fazer, a conviver e a ser; assim como os sete saberes necessários à educação do futuro de Edgard Morin, também com os critérios da Unesco; e a autonomia, o protagonismo, mais os valores preconizados por Paulo Freire; é proposto no presente artigo a arquitetura do som. Desde o início do processo, o aprendiz é colocado na posição de ator, participando e interagindo nas atividades, pois as propostas fazem parte de seu universo e são elaboradas para este fim, organizado na forma de zoológico com animais e brincadeiras. A ideia do formato desta organização se deu para que o planejamento – exercícios preliminares ao som e execução violinística em si – a execução (toque do violino) e a auto avaliação sejam orgânicos, fazendo analogia ao funcionamento de um zoológico, no qual a atenção e cuidados em cada uma das partes e no todo fazem a retroalimentação do processo para que ele seja saudável, sustentável e prazeroso ao praticante. São propostos exercícios com nomes de animais e suas ações: fazer a forma do cachorro com a mão direita e movimentos para imitar o latir, o farejar e a mordida do osso. Enfim, busca-se a melhor abordagem à iniciação musical e violinística no imaginário coletivo comum, com elementos para que ela ocorra sem que se necessite passar por abismos profundos, distanciamentos desnecessários ao processo. Ao contrário, busca na multi e interdisciplinaridade inerentes à música o gozo da atividade de aprender. E fundamental ter como premissa: ensinar é um ato de amor e amar.

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