Elis Regina e o mercado fonográfico na década de 1970

Andrea Maria Vizzotto Alcântara Lopes

Resumo


Este artigo pretende apresentar alguns resultados obtidos com a pesquisa de doutorado sobre a trajetória artística e a obra de Elis Regina, enfocando a presença da cantora no mercado fonográfico durante a década de 1970. Como a intérprete é considerada um nome importante e consagrado da MPB, é possível ampliar essa discussão para também compreender a presença da MPB no mercado de discos desse período, bem como a forma de inserção profissional dos artistas e a estratégia das gravadoras, considerando também as necessidades e os interesses específicos dos instrumentistas e cantores, aspecto muitas vezes ignorado na discussão. O estudo da recepção é central em minha pesquisa, que considera o ouvinte sujeito ativo na produção de significados para a canção popular. Esse artigo problematiza o circuito restritivo de consumo atribuído à MPB, dialogando com o referencial teórico da sociologia, ao discutir hábitos de escuta musical, a relação da intérprete com os meios de comunicação e a circulação social de fonogramas. Como fontes, foram selecionadas as listagens produzidas pelo IBOPE, instituto de pesquisa que coletava estatisticamente dados sobre vendagens de discos, além de matérias publicadas na imprensa, em jornais e revistas direcionadas a diferentes públicos, e em publicações dedicadas à programação de rádio e televisão.

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