Considerações sobre a produção fonográfica autônoma e os diferentes sentidos da noção de independência

Guilherme Araujo Freire

Resumo


Este trabalho apresenta resultados parciais da pesquisa de doutorado intitulada “Experiências autônomas na indústria fonográfica brasileira dos anos de 1950 e 1960: os selos Elenco, Festa e Forma”. Considerando que as representações e sentidos atribuídos à produção fonográfica independente assumiram diferentes matizes ao longo das configurações e estágios de desenvolvimento da indústria fonográfica brasileira, este trabalho tem o intuito destacar brevemente algumas experiências relevantes da produção autônoma, buscando compreender melhor os processos e eventos históricos que contribuíram na formação das representações e sentidos que a noção de “independência” assumiu no campo simbólico da música e da produção fonográfica. Através de uma breve análise em perspectiva do fenômeno e das relações entre grandes e pequenas gravadoras pretende-se colocar em questão a polissemia dos termos “independente/autônomo” e problematizar os discursos e sentidos da ação de alguns produtores em suas atividades.

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