Improvisação Jazzística: uma discussão terminológica

Julio Merlino

Resumo


O termo improvisação, apesar de seu significado amplo para além das práticas musicais, frequentemente é associado ao gênero musical “jazz”, o que faz com que a expressão improvisação jazzística fique indefinida ou se encerre no âmbito da música popular norte-americana do início do século XX. No entanto, com o sucesso do gênero musical “jazz” em diversas partes do mundo e suas fusões com variados gêneros musicais, pouco a pouco, este foi perdendo sua nacionalidade exclusiva e passou a ser considerado como uma música sem fronteiras. A partir daí, artistas de diversas partes do mundo passaram a incorporar em suas práticas musicais aquilo que o gênero “jazz” sempre teve de mais característico – a improvisação. Esta não se dá somente na criação de partes solistas melódicas, mas também nos acompanhamentos da seção rítmico-harmônica e pode variar em gradação do que e o quanto será improvisado na performance musical. Com a fusão da improvisação característica do gênero musical “jazz” e variados elementos de outros gêneros, a identificação de um modus operandi improvisatório passou a configurar o termo jazz não somente como um gênero musical, mas também como uma forma de se tocar qualquer gênero musical. No presente trabalho discuto as definições terminológicas dos termos improvisação e jazzístico como resultado da investigação destes para uma pesquisa mais ampla sobre os processos cognitivos de formação de sentido musical na improvisação jazzística, a partir das teorias cognitivas e do estudo da memória.

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