A relação entre Andrés Segóvia e Manuel Maria Ponce como subsídio histórico para os processos de interpretação da Sonata III para Violão

Alexandre Souza Simon

Resumo


Esse artigo se insere na linha de pesquisa de Teoria e Prática da Execução Musical na área das Práticas Interpretativas. Tem como objetivo apresentar parte da pesquisa que contempla componentes da trajetória biográfica do compositor mexicano Manuel María Ponce (1882-1948), sua relação com o violonista espanhol Andrés Segóvia (1893-1987) através das correspondências trocadas entre ambos e as questões pertinentes que contextualizaram a concepção da Sonata III, para violão. Além disso, pretende-se investigar quais elementos podem contribuir para a construção de uma interpretação dessa obra a partir do contexto histórico da mesma. Esta investigação, ainda em sua fase inicial, pretende apresentar informações sobre a relação entre Ponce e Segóvia, oferecendo material de caráter científico relevante sobre a Sonata III do compositor mexicano. Para tanto, são apresentados elementos para se conhecer a gênese desta obra, seus aspectos musicais e a interferência de Segóvia no texto musical e no seu caráter estético. Dessa maneira, propõe-se com a presente pesquisa aprofundar a reflexão sobre a relação compositor-intérprete, presente na afinidade entre o Segóvia e Ponce, e oferecer subsídios teóricos e práticos para uma abordagem interpretativa da Sonata III. Espera-se, portanto, contribuir com esse artigo para futuras pesquisas sobre o assunto e clarificar aspectos de parte da trajetória de um dos maiores compositores para violão da primeira metade do século XX e sua relação com o renomado violonista espanhol, o qual foi responsável por instigar grandes compositores não-violonistas a compor para violão, fazendo deste, um instrumento capaz de disputar seu espaço nas grandes salas de concerto.

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