Improvisação dentro da forma Pachelbel - procedimentos de exercícios gerados a partir da análise do prelúdio coral Vater Unser Im Himmelreich

Christoph Clemens Küstner

Resumo


Este trabalho é um recorte da minha tese de doutorado em andamento e tem como objetivo a investigação do uso da forma Pachelbel na improvisação de prelúdios corais ao órgão e sua sistematização. Dentro do repertório organístico, a música voltada a melodias de corais exerce um papel importante. O prelúdio coral na forma Pachelbel é conhecido pela obra do organista e compositor alemão Johann Pachelbel (1653-1706), o qual não foi o gerador desta forma, mas sistematizou seu uso nas suas composições para órgão. Outros compositores como Samuel Scheidt, Johann Gottfried Walther, Johann Sebastian Bach, Georg Philipp Telemann, Johannes Brahms, Hugo Distler e Günter Raphael também utilizaram prelúdios corais na forma Pachelbel. Essa é encontrada na improvisação de prelúdios corais, tanto no âmbito litúrgico quanto em concertos. O prelúdio coral Vater unser im Himmelreich (Deus Pai, no reino celestial) faz parte de uma coletânea de prelúdios corais em diversas formas, compostos por Pachelbel, com o objetivo de servir como modelo de improvisação. Este coral é um dos exemplos mais clássicos do uso da forma Pachelbel, servindo como modelo nesta pesquisa. A partir da análise do prelúdio coral investiguei quais são os elementos musicais utilizados como ferramentas composicionais na forma Pachelbel. Tendo mapeado os elementos musicais (a elaboração de um motivo musical derivado do cantus firmus, pré-imitação, fugato, contraponto, diminuição, harmonização do cantus firmus na aumentação no estilo harmônico de Johann Pachelbel, aplicação de notas de passagens e bordaduras), elaborei um procedimento de exercícios para a improvisação, fundamentados no estudo analítico do prelúdio Vater unser im Himmelreich.

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