Sugestões de Pedalização nas Miniaturas para Piano nº1 de César Guerra-Peixe

Patrícia Marinho Mol

Resumo


Este artigo é parte de uma pesquisa de mestrado em desenvolvimento no Programa de Pós-Graduação em Música (PPGM) da UNIRIO, tendo como objetivo propor critérios para o uso do pedal direito nas Miniaturas Para Piano nº1 (1947) de César Guerra Peixe (1914 – 1994), e indica-lo, conforme as decisões interpretativas assumidas pela autora do trabalho. Do fim do séc. XVIII ao início do XX, a harmonia foi o principal indicativo para a utilização de pedal – no tonalismo, harmonias distintas pedem mudanças de pedal. Porém, com a gradativa dissolução do sistema tonal, a textura e a articulação (entre outros princípios estruturantes) passaram a balizar a pedalização. E foi a partir da análise, principalmente das texturas - seus diferentes tipos e mudanças - e das articulações – variedades e trocas – que foram propostos os tipos de pedal e os momentos adequados a serem usados, e as mudanças necessárias a serem feitas. A escolha das Miniaturas levou em consideração a importância do compositor no cenário da música brasileira e sua atuação no Grupo Música Viva (atuante entre 1939 e 1951),fundado por Hans Joachim Koellreutter (1915 – 2005), com intuito de fazer-pensar e divulgar obras ainda desconhecidas no país, e a de seu próprio tempo. Da bibliografia consultada para fundamentar a pesquisa e a performance das obra constaram autores, entre outros, como Joseph Banowetz, The pianist’s Guide to Pedaling (1985), Heinrich Gebhard, The art of Pedaling (1963), Antônio Sá Pereira, O Pedal na Técnica do Piano, Wallace Berry, Structural Function in Music (1987), Caio Senna, Textura e Música: Forma e Metáfora (2007) e José Maria Neves, História da Música contemporânea (2008).

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