Ação: Arte do Ator em Revista https://seer.unirio.br/acao <div id="comp-k7nnpsbs" class="_2bafp" data-testid="richTextElement"> <h2 class="font_2">Escopo e missão</h2> </div> <div id="comp-k7nn0dc4" class="_2bafp" data-testid="richTextElement"> <p class="font_8">AÇÃO: ARTE DO ATOR EM REVISTA é um periódico semestral dedicado à reflexão sobre a arte do ator. A missão de nosso periódico, desta forma, é valorizar e dar visibilidade aos estudos sobre esta arte específica, em suas diferentes possibilidades: discussões sobre atuação cênica, procedimentos, teorias e pedagogias do ator criadas e desenvolvidas em tempos e espaços variados, além de debates sobre atores específicos, ensaios que versem sobre a prática da atuação em diferentes suportes (cinema, televisão, rádio etc.) e sobre a relação entre atores e outras artes, estudos sobre a historicidade das práticas dos atores, dentre outras tantas. Buscamos, assim, com a criação da revista, ter um espaço permanente para o desenvolvimento dos debates sobre a arte do ator, fazendo com que os interessados possam ter em nosso periódico um repositório consistente de textos e reflexões sobre o tema. Todo o conteúdo do periódico é divulgado em acesso aberto, em nosso site, de maneira gratuita. A idealização e o desenvolvimento da revista são uma iniciativa do Departamento de Interpretação da UNIRIO, da Oficina de Estudos Teatrais do Instituto de História da UFRJ e do Departamento de Letras Anglo-Germânicas da UFRJ.</p> </div> <p>A revista tem <strong> periodicidade semestral </strong>e utiliza Licença Creative Commons Atribuição-Não Comercial 4.0 Internacional.</p> <p><strong>e-ISSN: </strong>2764-0442 | <strong>Ano de criação:</strong> 2021 | <strong>Área do conhecimento:</strong> Linguística, Letras e Artes | <strong>Qualis:</strong> </p> pt-BR marcus.fritsch@unirio.br (Marcus Fritsch) raphael.cassou@gmail.com (Raphael Cassou) Fri, 17 Jul 2026 01:55:33 -0300 OJS 3.2.1.4 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 O EXPERIMENTAL E O INVISÍVEL NOS PROCESSOS DE CRIAÇÃO: https://seer.unirio.br/acao/article/view/14867 <p>Este escrito é um texto meta-reflexivo, de auto investigação sobre o meu processo criativo, através dos procedimentos de criação e de pesquisa realizados para a criação dramatúrgica e cênica que desenvolvo na Companhia Garcia Sathicq (La Plata/Argentina) e, ao mesmo tempo, pensar teórica e criticamente sobre estes processos. Nosso objetivo é analisar, refletir e conceituar sobre aspectos da direção, da atuação e da experimentação prática desenvolvida e que não são necessariamente visíveis aos espectadores.</p> <p><strong>Palavras Chaves:</strong> Criação cênica; Dispositivos artísticos; Companhia Garcia Sathicq</p> <p><strong>ABSTRACT</strong><br />This paper proposes itself as a meta-reflective, self-investigative text about my creative process, through the study of the mechanisms of creation and research carried out for the dramaturgical and scenic creation that I develop in the Garcia Sathicq Company, and at the same time, to think theoretically and critically about these processes. Our objective is to analyze, reflect on, and conceptualize aspects of directing, acting, and practical experimentation developed that are not necessarily visible to the spectators.</p> <p><strong>Keywords:</strong> Scenic creation; Artistic devices; Garcia Sathicq Company</p> Jazmín García Sathicq; Narciso Telles Copyright (c) 2026 Ação: Arte do Ator em Revista https://seer.unirio.br/acao/article/view/14867 Fri, 17 Jul 2026 00:00:00 -0300 DOULEO CREATIVO: https://seer.unirio.br/acao/article/view/14468 <p>A partir da sua vivência de ser mãe e ser doula, a atriz e diretora Luisa Pérez cria um substantivo adjetivado: douleo creativo. Propõe uma analogia entre o papel da doula e a busca por doulear criativamente num processo para uma obra cênica ou performática. Tal nomenclatura traz a experiência do parir - e o apoio ao parto - para construir novos territórios de pensamentos ligados à condução de ensaios. O campo da direção - consideravelmente recente e até pouco tempo atrás, predominantemente ocupada por homens - recebe a partir do viver e pensar o materno outra abordagem para o processo de criação. A maternidade aqui se apresenta como geradora de discursos.</p> <p><strong>Palavras-Chave:</strong> Perspectiva feminista da cena; Metodologias de direção; Direção teatral</p> <p><strong>ABSTRACT</strong><br />Drawing from her experience as a mother and doula, actress and director Luisa Pérez coins an adjectival noun: creative doulage. She proposes an analogy between the doula's role and the pursuit of creatively "doulaing" a theatrical or performative creation process. This term brings the experience of giving birth — and the support provided during labor — into new conceptual territories connected to the conducting of rehearsals. The field of direction — considerably recent and, until not long ago, predominantly occupied by men — receives, through the living and thinking of the maternal, a new approach to the creative process. Maternity is here presented as a generator of discourses.</p> <p><strong>Keywords:</strong> Feminist perspective on performance; Directing methodologies; Theatrical direction</p> Vanessa Bruno Copyright (c) 2026 Ação: Arte do Ator em Revista https://seer.unirio.br/acao/article/view/14468 Fri, 17 Jul 2026 00:00:00 -0300 APRESENTAÇÃO https://seer.unirio.br/acao/article/view/15011 <p>O teatro, como prática artística, realiza-se no espaço da relação. Entre todas as fricções que transcorrem dentro de um processo criativo, poucas são tão determinantes — e, por vezes, tão místicas — quanto o diálogo entre quem atua e quem dirige. Longe de se reduzir a uma dinâmica hierárquica de comando e execução, a relação entre a atuação e a direção teatral configurase como um território vivo de alteridade, um jogo, uma relação em que as fronteiras e funções constantemente se dilatam, se confundem e se reinventam. É sob a complexa zona de fronteira que a revista Ação: A Arte do Ator apresenta este Dossiê. Nossa provocação central não busca delimitar territórios ou fixar funções, mas sim cartografar os fluxos, as cumplicidades, os tensionamentos e as metodologias que emergem quando o olhar que de fora organiza se cruza com o corpo que atua.</p> Narciso Telles Copyright (c) 2026 Ação: Arte do Ator em Revista https://seer.unirio.br/acao/article/view/15011 Fri, 17 Jul 2026 00:00:00 -0300 DIREÇÃO EM FUGA E A ATUAÇÃO NA CENA EXPANDIDA https://seer.unirio.br/acao/article/view/14473 <p>Este texto reflete sobre práticas de direção teatral estruturadas a partir do trabalho da atuação no contexto de uma cena expandida, discutindo a lógica que tradicionalmente situou a direção enquanto uma função de absoluta centralidade nos processos de criação. Tais reflexões estão relacionadas com a noção de cena expandida como condição de trabalho que define o território atual da experiência teatral. As discussões que atravessam este texto se relacionam com as experimentações do Laboratório de Atuação ÁHQIS desde 2007, cuja equipe pesquisa procedimentos de atuação utilizando como principal ferramenta processos de criação de espetáculos-laboratório.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Direção teatral; Atuação teatral; Cena Contemporânea; Pesquisa criativa</p> <p><strong>ABSTRACT</strong></p> <p>This article analyzes theatrical directing practices rooted in acting processes within the context of the expanded scene, critically examining the tradition that has positioned directing as the central and determining function in creative production. These reflections engage with the concept of the expanded scene as a contemporary working condition that shapes the current landscape of theatrical experience. The discussions developed throughout the text draw on the experiments carried out by the ÁHQIS Laboratory since 2007, whose team investigates acting methodologies primarily through laboratory-based performance creation processes.</p> <p><strong>Keywords:</strong> Theatrical Directing; Theatrical Acting; Contemporary Scene; Creative Research</p> Andre Carreira, Suelen Ramos Grimes Copyright (c) 2026 Ação: Arte do Ator em Revista https://seer.unirio.br/acao/article/view/14473 Fri, 17 Jul 2026 00:00:00 -0300 DIRIGIR E IMPROVISAR https://seer.unirio.br/acao/article/view/14439 <p>A Direção e criação de espetáculos teatrais se beneficia há séculos pelo uso da improvisação como metodologia de processo. Porém, não necessariamente pensa sobre a improvisação em si, para além dos materiais gerados para a lapidação. A partir da perspectiva da Impro, Teatros de Improviso, desenhar-se um pensamento sobre a improvisação e como improvisar, encontrando princípios para permitir o fluxo criativo e compositivo no ato teatral. E, ao se ter consciência do que se cria e como se cria em improvisação, a pessoa que improvisa se assume atriz, escritora e diretora simultaneamente. No pensar e traçar possibilidades de se desenvolver as habilidades diretoras para o momento, apresentam-se aqui quatro dispositivos para exercitar e exercer a direção junto à improvisação. São eles: reconhecimento, repetição, oposição e equilíbrio (com temperança). A partilha apresentada é resultado da pesquisa de Doutorado em Teatro da autora.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Impro; Improviso; Teatro e Direção.</p> <p><strong>ABSTRACT</strong></p> <p>The direction and creation of theatrical shows has benefited for centuries from the use of improvisation as a process methodology. However, it doesn't necessarily focus on improvisation itself, beyond the materials generated for refinement. From the perspective of Impro, Improvisational Theatres, it is a thought about improvisation and how to improvise, finding principles to allow creative and compositional flow in the theatrical act. And, by being aware of what is created and how it is created in improvisation, the improviser assumes the role of actor, writer, and director simultaneously. In thinking about and outlining possibilities for developing directing skills for the moment, four devices are presented here to exercise and practice directing alongside improvisation: recognition, repetition, opposition, and balance (with temperance). The sharing presented is the result of the author's doctoral research in Theatre.</p> <p><strong>Keywords:</strong> Improv; Improvisation;Theatre, and Directing.</p> Luana Proença Copyright (c) 2026 Ação: Arte do Ator em Revista https://seer.unirio.br/acao/article/view/14439 Fri, 17 Jul 2026 00:00:00 -0300 BURACOS NO REAL: https://seer.unirio.br/acao/article/view/14472 <p>Este ensaio propõe uma reflexão sobre as zonas de contágio entre direção e atuação a partir do projeto de extensão Práticas de Encenação Fronteiriças: buracos no real, da Universidade Estadual do Paraná. A investigação nasce da minha prática como diretor e criador de dinâmicas de atuação, em processos onde a imaginação, os estados internos e pequenas falhas do real tornam-se motores da criação. Nesses contextos, direção e atuação deixam de operar como instâncias hierárquicas e passam a constituir um campo comum de escuta e afecção mútua, no qual o corpo do ator pode dirigir a cena tanto quanto o olhar do diretor. Pergunto, assim: onde reside a autonomia do intérprete e de que forma o ato de dirigir pode emergir como coautoria sensível? Entre gesto e enquadramento, entre presença e desvio, a encenação aparece como atravessamento — um “buraco no real” que desloca certezas e abre espaço para o inesperado. A cena é tratada não como representação, mas como acontecimento sustentado por tensões, silêncios e estados que se infiltram discretamente, à maneira lyncheana, até romperem a superfície cotidiana. Dirigir, nesse sentido, não é conduzir, mas acompanhar: criar condições para que o invisível se manifeste e permitir que o instante se complete por si.</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>Atuação; Direção; Corpo; Presença; Segredo; Real; Dramaturgia do instante.</p> <p><strong>ABSTRACT</strong></p> <p>This essay proposes a reflection on the zones of contagion between directing and acting based on the extension project Frontier Staging Practices: Holes in Reality, at the State University of Paraná. The investigation arises from my practice as a director and creator of acting dynamics, in processes where imagination, inner states, and small fractures of the real become engines for creation. In these contexts, directing and acting cease to function as hierarchical instances and become a shared field of listening and mutual affect, in which the actor’s body can direct the scene as much as the director’s gaze. I therefore ask: where does the performer’s autonomy reside, and in what ways can the act of directing emerge as sensitive co-authorship? Between gesture and framing, between presence and deviation, staging appears as a crossing — a “hole in the real” that shifts certainties and opens space for the unexpected. The scene is understood not as representation, but as an event sustained by tensions, silences, and states that infiltrate discreetly, in a Lynchian manner, until they rupture the everyday surface. Directing, in this sense, is not about control but accompaniment: creating conditions for the invisible to manifest and allowing the moment to complete itself.</p> <p><strong>Keywords:</strong> Acting; Directing; Body; Presence; Secrecy; Real; Instant dramaturgy.</p> <p> </p> Fausto de Lima Pereira Ribeiro Copyright (c) 2026 Ação: Arte do Ator em Revista https://seer.unirio.br/acao/article/view/14472 Fri, 17 Jul 2026 00:00:00 -0300 DIREÇÃO E ATUAÇÃO NA INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA: https://seer.unirio.br/acao/article/view/14474 <p>Este artigo faz uma reflexão sobre a direção e a atuação teatral na infância e adolescência tendo como eixo o Campo de Visão, procedimento pedagógico e criativo desenvolvido por Marcelo Lazzaratto. Ao longo do texto, alguns relatos da experiência de Marina Elias que vem aplicando o Campo de Visão em aulas e montagens com crianças e adolescentes há mais de 10 anos, e em especial nos últimos 3 anos em sua escola de teatro e inteligência emocional, o Arteduca. O Campo de Visão é um potente caminho de desenvolvimento artístico e humano na infância e adolescência justamente por reunir atributos que fazem dele uma prática neurocompatível com a aprendizagem de habilidades sensíveis e complexas como as habilidades técnicas e artísticas relacionadas ao campo de ensino-aprendizagem do ator infantojuvenil, e também as socioemocionais, e as de autoconhecimento. Mais do que uma técnica, o Campo de Visão é compreendido aqui como uma ecologia do olhar: um ambiente de interdependência entre ver, agir e conviver. Inspirado nas ideias de Edgar Morin, Paulo Freire, Peter Brook, Karin Purvis e Humberto Maturana o texto investiga como o trabalho revela a essência relacional do teatro — um espaço onde direção e atuação se confundem, e o aprendizado nasce da escuta intra e interpessoal, da interação sistêmica e do jogo.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Infância; Adolescência; Campo de Visão; Direção; Atuação; Neurobiologia; Ecologia.</p> <p><strong>ABSTRACT</strong></p> <p>This article offers a reflective examination of theatrical directing and acting in childhood and adolescence, taking as its central framework the Campo de Visão, a pedagogical and creative methodology developed by Marcelo Lazzaratto. Throughout the text, it incorporates accounts from Marina Elias, who has applied the Campo de Visão in classes and theatrical productions with children and adolescents for more than ten years—and, in particular, over the past three years at her school of theater and emotional intelligence, Arteduca. The Campo de Visão constitutes a powerful pathway for both artistic and human development during childhood and adolescence. Its effectiveness lies in the fact that it brings together attributes that make it a neuro-compatible practice for the acquisition of sensitive and complex skills: not only the technical and artistic abilities central to the teaching–learning process of young actors, but also socioemotional competencies and skills related to self-knowledge. More than a technique, the Campo de Visão is understood here as an ecology of seeing—an environment of interdependence among perceiving, acting, and coexisting. Drawing on the ideas of Edgar Morin, Paulo Freire, Peter Brook, Karyn Purvis, and Humberto Maturana, the article investigates how this practice reveals the relational essence of theater: a space in which directing and acting become intertwined, and in which learning emerges through intra- and interpersonal listening, systemic interaction, and play.</p> <p><strong>Keywords:</strong> Childhood; Adolescence; Campo de Visão; Directing; Acting; Neurobiology; Ecology.</p> Marcelo Lazzaratto, Marina Elias Copyright (c) 2026 Ação: Arte do Ator em Revista https://seer.unirio.br/acao/article/view/14474 Fri, 17 Jul 2026 00:00:00 -0300 ENSINAR E CRIAR: https://seer.unirio.br/acao/article/view/14709 <p>Este artigo investiga a encenação como território formativo na graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), a partir do processo pedagógico-criativo do espetáculo Des-encontro, desenvolvido na disciplina Encenação IV com estudantes de licenciatura e bacharelado. Realizado em um bar em funcionamento, o trabalho evidencia que o espaço atua como componente ativo das relações que organizam a criação e a aprendizagem. Orientada pela cartografia, a análise acompanha deslocamentos, tensões e decisões emergentes ao longo do processo, com atenção aos modos de atuação do encenador-professor, à escrita de cartas como dispositivo de acompanhamento e às relações estabelecidas entre estudantes, espaço e criação. Os resultados indicam que trabalhar em situação convoca os estudantes a lidar com instabilidade, presença e negociação, ampliando sua implicação nos processos de criação. Assim, no contexto da formação inicial em Artes Cênicas, a encenação configura-se como um campo legítimo de aprendizagem no qual criar não significa acumular saberes, mas formar-se na experiência.</p> <p><strong>Palavras-chave:</strong> Encenação; Criação; Formação em Artes Cênicas; Cartografia.</p> <p><strong>ABSTRACT</strong></p> <p>This article investigates staging as a formative territory in the undergraduate Theatre program at the Federal University of Grande Dourados (UFGD), based on the pedagogical-creative process of the performance Des-encontro, developed in the course Directing IV with licensure and bachelor's degree students. Conducted in a functioning bar, the project demonstrates that space operates as an active component in the relationships that organize both creation and learning. Guided by a cartographic approach, the analysis follows the shifts, tensions, and decisions that emerged throughout the process, focusing on the modes of action of the directorteacher, the writing of letters as a pedagogical accompaniment device, and the relationships established among students, space, and creation. The findings indicate that working in situ requires students to engage with instability, presence, and negotiation, deepening their involvement in creative processes. In the context of initial theatre education, staging emerges as a legitimate field of learning in which creating does not mean accumulating knowledge, but rather being formed through experience.</p> <p><strong>Keywords:</strong> Staging; Creation; Theatre Education; Cartography.</p> Luiz Eduardo Gasperin Copyright (c) 2026 Ação: Arte do Ator em Revista https://seer.unirio.br/acao/article/view/14709 Fri, 17 Jul 2026 00:00:00 -0300