https://seer.unirio.br/ralnuts/issue/feedSemear: Revista de Alimentação, Nutrição e Saúde2026-07-30T14:57:24-03:00Semear: Revista de Alimentação, Nutrição e Saúde revista.semear@unirio.br Open Journal Systems<p><span style="font-weight: 400;">A Semear: Revista de Alimentação, Nutrição e Saúde é um periódico científico eletrônico da Escola de Nutrição (EN), da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), relançado em 2019, em continuidade ao periódico impresso Cadernos NEPEN (1995–2005). A revista publica pesquisas inéditas de temas relacionados a alimentos, alimentação e nutrição, e suas interfaces com a saúde humana. Mais informações sobre sua política editorial podem ser encontradas no guia </span><strong>Sobre - Sobre a Revista</strong><span style="font-weight: 400;"> acima.</span></p> <p><br style="font-weight: 400;" /><br style="font-weight: 400;" /></p>https://seer.unirio.br/ralnuts/article/view/15090Ajustes e “sopro de vida” 2026-07-30T14:57:24-03:00Ana Paula Fernandes Gomesana.gomes@unirio.br<p><span class="">A </span><span class="">Semear: Revista de Alimentação, Nutrição e Saúde</span><span class=""> (antiga </span><span class="">Cadernos NEPEN</span><span class="">) passou por uma reestruturação completa no primeiro semestre de 2026, com o objetivo de modernizar sua gestão e ampliar seu alcance científico. As principais mudanças incluem: publicação em fluxo contínuo, reformulação da sua política editorial, ampliação dos tipos de manuscritos aceitos, adoção de identificadores digitais (DOI via Zenodo®), novo <em>design</em> visual e licenciamento Creative Commons. A equipe atual reconhece o trabalho das gestões anteriores, agradece aos pareceristas e convida a comunidade acadêmica a participar ativamente, promovendo discussões multi e interdisciplinares para uma ciência mais inclusiva e transformadora.</span></p>2026-07-31T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Semear: Revista de Alimentação, Nutrição e Saúdehttps://seer.unirio.br/ralnuts/article/view/15057Cultura alimentar japonesa como estratégia de sustentabilidade: contribuições de um projeto de extensão universitária2026-07-28T20:32:20-03:00Laura Kiyoko Idelaurakiyoko@nutricao.ufrj.brRenata Nascimento Matoso Soutorenatamatoso@nutricao.ufrj.brJoyce Tarsia Garcia Cafierojoycecafiero@ufrj.brRenata Santos Pereira Machadorenatasiaufrj@gmail.com<p>A alimentação constitui um fenômeno complexo que articula dimensões biológicas, culturais, sociais, econômicas e ambientais, assumindo papel central nos debates contemporâneos sobre sustentabilidade e sistemas alimentares. Nesse contexto, culturas alimentares tradicionais têm sido reconhecidas como importantes referências para a promoção de práticas alimentares mais equilibradas, saudáveis e sustentáveis. O presente artigo tem como objetivo analisar as contribuições de um projeto de extensão universitária fundamentado na cultura alimentar japonesa para a promoção da sustentabilidade, considerando suas dimensões ambiental, social, educativa e econômica. Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de caráter bibliográfico e descritivo, articulada à análise da experiência extensionista “Cultura alimentar e comida de verdade na comunidade nipônica”, desenvolvido no curso de Gastronomia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os resultados indicam que os princípios da cultura alimentar japonesa, como a valorização da sazonalidade, o respeito ao alimento, o aproveitamento integral dos recursos e a diversidade alimentar, apresentam forte convergência com os pressupostos dos sistemas alimentares sustentáveis. As ações extensionistas analisadas evidenciaram o potencial da educação alimentar e nutricional como estratégia de conscientização ambiental, fortalecimento da segurança alimentar e promoção da autonomia alimentar, especialmente junto a populações em situação de vulnerabilidade social.</p>2026-07-31T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Semear: Revista de Alimentação, Nutrição e Saúdehttps://seer.unirio.br/ralnuts/article/view/13440 Alimentação na doença inflamatória intestinal: desenvolvimento de um material educativo baseado na interação dialógica2025-07-03T20:25:24-03:00Stephanie Aline Silva Pachecostephaniealine27@gmail.comKarine Campos Ladeirakarinecladeira@gmail.comThaís Salema Nogueira de Souzathaissalema@gmail.comThaís da Silva Ferreirathais.ferreira@unirio.brFabricia Junqueira das Nevesfabricia.junqueira@unirio.br<div><span lang="PT">Estratégias de educação alimentar e nutricional (EAN) podem contribuir para o engajamento das pessoas no tratamento da doença inflamatória intestinal (DII). O presente estudo desenvolveu material educativo acessível e fácil compreensão sobre alimentação e nutrição para pessoas com DII, como recurso de EAN. Foi conduzido estudo qualitativo e descritivo, valorizando integração entre saberes populares e científicos por meio da interação dialógica entre indivíduos com DII, nutricionistas, docentes e discentes de graduação em Nutrição. O processo de desenvolvimento do material incluiu: revisão da literatura, diagnóstico educativo, definição do conteúdo e organização do material. O referencial teórico baseou-se em estudos sobre características/tratamento da DII, Guia Alimentar Para a População Brasileira, marco de EAN e interação dialógica. Foi desenvolvido material educativo incluindo: caracterização da doença, principais formas/fases; orientações nutricionais por grupos de alimentos para cada fase e importância da alimentação adequada e saudável, e contribuição no controle da doença. Pessoas com DII atendidas em ambulatório especializado, nutricionistas, docentes com vasta experiência e/ou atuação em DII ou na atenção básica participaram da avaliação do mesmo. O material elaborado se apresenta como recurso acessível e potente para EAN nos serviços de saúde, baseado em referenciais teóricos robustos, com participação de pessoas com DII e especialistas da área.</span></div>2026-07-31T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Semear: Revista de Alimentação, Nutrição e Saúdehttps://seer.unirio.br/ralnuts/article/view/13866Impacto da pandemia de COVID-19 em parâmetros bioquímicos metabólicos em crianças2025-07-24T15:16:30-03:00João Batista Camargo Netonetojoao903@gmail.comLurya Rayana da Silva Gregorioluryagregorio@gmail.comNatália Vieira Inácio dos Santosnataliapediatria@gmail.comMaria Emilia Soares Martins dos Santosmariaemilia.santos@uftm.edu.br<div><span lang="ZH-CN">O <em>lockdown</em> imposto durante a pandemia de COVID-19 promoveu mudanças significativas no estilo de vida, como redução da atividade física e alterações nos hábitos alimentares o que pode ter impactado a saúde dos indivíduos. O objetivo deste trabalho foi avaliar os parâmetros do metabolismo glicídico e lipídico em crianças de 8 a 12 anos, antes e durante a pandemia de COVID-19. Foi realizada uma análise retrospectiva de prontuários de crianças atendidas em um hospital universitário entre janeiro de 2019 e dezembro de 2021. As análises estatísticas foram realizadas no software Jamovi através dos teste t de Student e ANOVA. Adotou-se nível de significância de p < 0,05. Foram incluídos 83 registros na análise. Observamos que meninas de 11 anos exibiram uma progressão de sobrepeso para obesidade durante a pandemia. Observou-se uma redução no HDL-c em todas as idades durante esse período. Durante o período pandêmico, alterações significativas nos perfis lipídicos foram evidentes em crianças mais velhas (10 e 11 anos) em comparação com crianças mais jovens (8 e 9 anos). Esses resultados sugerem que a pandemia de COVID-19, em conjunto com escolhas de estilo de vida não saudáveis, pode ter contribuído para alterações adversas no perfil lipídico na população avaliada.</span></div>2026-07-31T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Semear: Revista de Alimentação, Nutrição e Saúdehttps://seer.unirio.br/ralnuts/article/view/14011Avaliação antropométrica, metabólica e da capacidade antioxidante total da dieta de mulheres climatéricas2025-10-20T13:39:39-03:00Sthefany Catharine Silva Teixeirasthefany.teixeira@estudante.uffs.edu.brEloiza Kerneloiza.kern@hotmail.comRenata Gabrieli Camerarenatacamera952@gmail.comKésia Zanuzokesiazanuzo@gmail.comLarissa da Cunha Feio Costalarissafeio@gmail.comMárcia Fernandes Nishiyamamarciafernandesnutri@gmail.comEloá Angélica Koehnleineloa.koehnlein@uffs.edu.br<p>O climatério é uma fase da vida da mulher marcada por alterações hormonais que afetam o metabolismo e a composição corporal, aumentando o risco de doenças crônicas. Este estudo teve como objetivo avaliar alterações antropométricas e metabólicas em mulheres climatéricas e verificar sua associação com a capacidade antioxidante total da dieta (CATD). Estudo descritivo, retrospectivo e quantitativo, realizado com dados secundários de mulheres entre 40 e 69 anos atendidas em um ambulatório de Nutrição no Paraná, entre setembro de 2023 e março de 2024. Foram coletadas informações sociodemográficas, clínicas, antropométricas, dietéticas e laboratoriais. A CATD foi estimada por meio de recordatório alimentar de 24 horas. Foram avaliadas 33 mulheres, das quais 45,5 % apresentaram obesidade, 57,6 % excesso de gordura corporal e mais de 80 % excesso de adiposidade abdominal. Excesso de adiposidade total e abdominal, glicemia de jejum elevada, dislipidemias e síndrome metabólica foram mais frequentes em mulheres entre 50 e 69 anos (p<0,05). A mediana da CATD/1000 kcal foi de 5,90 mmol/1000 kcal, com maiores valores em mulheres entre 50 e 69 anoscom maior frequência de adiposidade abdominal e glicemia de jejum elevada (p<0,05). Concluiu-se que alterações antropométricas e metabólicas foram frequentes, especialmente nas mulheres com maior idade, e que maiores valores de CATD associaram-se a idade elevada, adiposidade abdominal e glicemia de jejum elevada.</p>2026-07-31T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Semear: Revista de Alimentação, Nutrição e Saúdehttps://seer.unirio.br/ralnuts/article/view/13806Determinantes sociais maternos e condições ao nascer: comparativo entre pré- e pós-período de isolamento social pela pandemia de COVID-192026-03-31T18:59:57-03:00José Guilherme de Santana Santosjose.gui750@gmail.comPaula Thaís dos Santos Soarespaulasoares@ibc.gov.brMaria Clara de Oliveira Pinheiromcopnutri@gmail.comLaisa Ramos Rodrigueslaisaramosnutri@gmail.comFelipe Rabelo Costafelipe.rabelo@edu.unirio.brKarina dos Santossantos.karina@unirio.br<div><span lang="EN-US">As transformações sociais e econômicas decorrentes da pandemia de COVID-19 podem ter influenciado os determinantes sociais maternos e os desfechos perinatais. Este estudo objetivou avaliar e comparar determinantes sociais maternos e condições ao nascer nos períodos pré- e pós-isolamento social pela pandemia de COVID-19. Estudo observacional retrospectivo com mulheres adultas e bebês nascidos vivos em 2019 (pré-) e 2022 (pós-isolamento), utilizando dados das Declarações de Nascidos Vivos. Avaliaram-se idade, cor da pele, região de moradia, escolaridade, ocupação, situação marital, consultas pré-natal, prematuridade, peso, comprimento e perímetro cefálico ao nascer, via de parto e anomalias congênitas. Foram analisados 1.020 nascimentos (513 em 2019 e 507 em 2022). Comparações utilizaram teste t de Student e Qui-Quadrado, considerando p < 0,05. Observou-se aumento do percentual de mulheres vivendo sem companheiro(a) (60,7% <em>vs</em>. 70%; p = 0,02), menor peso ao nascer (3.209,40 g <em>vs</em>. 3.071,56 g; p < 0,001) e maior prematuridade (11,8% <em>vs</em>. 17,2%; p = 0,015) no período pós-pandemia. Embora não seja possível estabelecer causalidade, observou-se mudança em indicadores sociais e perinatais após o período de isolamento social. </span></div>2026-07-31T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Semear: Revista de Alimentação, Nutrição e Saúdehttps://seer.unirio.br/ralnuts/article/view/13715Adequação das temperaturas de distribuição de alimentos mensuradas por dois diferentes termômetros em um restaurante universitário2025-07-03T21:09:10-03:00Maria Paula de Limamariapauladldelima@gmail.comKésia Zanuzokesiazanuzo@gmail.comElis Carolina de Souza Fatelelis.fatel@uffs.edu.brJucieli Weberjucieli.weber@uffs.edu.brAndressa Aparecida Bordinandressa.ap.bordin@gmail.comCaroline De Maman Oldracarol.dmaman@gmail.comFabiana da Silva Kramer Strapazzonfabianasstrapazzon@gmail.comNicolly Soares Emilianonicollysoares4@gmail.com<p>O controle de temperatura é um dos fatores mais críticos no gerenciamento de Unidades de Alimentação e Nutrição para prevenir Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar. O objetivo deste estudo foi comparar a adequação das temperaturas de alimentos distribuídos em um restaurante universitário, localizado no Sudoeste do Paraná, utilizando dois tipos de termômetros (espeto e infravermelho). Trata-se de um estudo transversal realizado entre março e abril de 2024, com monitoramento de preparações quentes e frias no almoço e jantar, verificando-se a adequação com os padrões da Portaria do Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo nº 5/2013. As análises estatísticas foram realizadas por meio do teste t para amostra única (dados paramétricos) e teste de Wilcoxon (dados não paramétricos). Como resultados, observou-se que, no almoço e jantar, o termômetro infravermelho atingiu adequação em todas as saladas frias (p < 0,05). No jantar, o termômetro espeto apresentou adequação nas saladas frias (p < 0,05) e maiores frequências de adequação nas preparações quentes (40 a 90%) em relação ao infravermelho (10 a 50%). Conclui-se que houve divergência entre as temperaturas dos dois termômetros, sendo que o termômetro espeto apresentou maior adequação para os alimentos quentes e o infravermelho melhor desempenho nas preparações frias.</p>2026-07-31T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Semear: Revista de Alimentação, Nutrição e Saúdehttps://seer.unirio.br/ralnuts/article/view/13567Caenorhabditis elegans como um bioindicador de contaminações para controle de qualidade de whey protein 2025-04-12T12:59:28-03:00Douglas Correia de Souzadouglas.correia@ufv.brRodrigo Vieira de Mirandarodrigo.v.miranda13@hotmail.comSabrina Kineip Linosabrinakineip@gmail.comLara Pireslarapires.o201@gmail.comVinicius Brumano Andrade Cardinaliviniciusbrumano@gmail.comMaria Aparecida Scatamburlo Moreiramasm@ufv.brJackson Victor de Araújojvictor@ufv.br<p>Intoxicações alimentares geram mortes e agravos à saúde. Alimentos industrializados passam por diversos controles de qualidade (CQ), na indústria e por órgãos estatais; no entanto, podem ocorrer desvios nessa cadeia produtiva e não existem formas acessíveis da própria comunidade testar os alimentos que consomem. Dessa forma, neste trabalho avaliamos o nematoide, organismo modelo, <em>Caenorhabditis elegans</em> (<em>C. elegans</em>) como uma ferramenta biotecnológica para avaliar a qualidade de alimentos, neste caso, <em>whey protein</em> (WP). Realizamos testes de exposição aos nematoides com 25 amostras de 4 diferentes marcas de WP vendidas comercialmente. Não foi verificada mortalidade nos nematoides expostos por 24 horas, com as médias de sobrevivência sendo compatíveis com o controle negativo.<em> C. elegans </em>se mostrou uma ferramenta com grande potencial biotecnológico, devido às suas características técnicas, baixo preço e acessibilidade.</p>2026-07-31T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Semear: Revista de Alimentação, Nutrição e Saúdehttps://seer.unirio.br/ralnuts/article/view/13941Dieta cetogênica: mecanismos fisiopatológicos, aplicações clínicas e desafios contemporâneos — revisão narrativa 2025-08-12T15:42:49-03:00Renata dos Santos Guarnierirenatagnutri@gmail.comJessé Almeida-Sousajessesousa43@gmail.comJonas Kelbyjonaskgelby@gmail.comGabriel Salústio Terra-Gomes gabrielsalustio23oq@gmail.comClara Maria Bonifácio-da-Silvaclaranutri14@gmail.comMarcia Barbosa Aguilambaguila@uerj.br<p>A busca por estratégias nutricionais eficazes tem impulsionado o interesse pela dieta cetogênica (DC), cujo impacto ultrapassa sua aplicação neurológica inicial. Esta revisão explora os fundamentos bioquímicos, as aplicações clínicas e os principais desafios fisiológicos da DC. Este trabalho tem como objetivo propor uma visão dos mecanismos fisiopatológicos, das variações protocolares e das evidências clínicas atuais, oferecendo subsídios para a prática e para a pesquisa. Trata-se de uma revisão narrativa sobre cetose nutricional induzida pela redução de carboidratos (5–10 % do Valor Energético Total), na qual o fígado converte ácidos graxos em corpos cetônicos como fonte de energia. Foram revisadas as aplicações da DC desde a epilepsia refratária da década de 1920 até o manejo contemporâneo de síndrome metabólica, diabetes tipo 2, obesidade e doenças neurodegenerativas. A análise dos protocolos Dieta Cetogênica Clássica, Dieta com Triglicerídeos de Cadeia Média, Dieta de Atkins Modificada, Dieta Cetogênica Mediterrânea Modificada demonstra eficácia clínica, mas revela desafios como a necessidade de monitorização da esteatose hepática, litíase renal e deficiências de micronutrientes em casos de adesão prolongada. O sucesso da DC como ferramenta terapêutica depende da síntese entre rigor científico e viabilidade clínica, garantindo segurança e eficácia em diferentes contextos.</p>2026-07-31T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Semear: Revista de Alimentação, Nutrição e Saúdehttps://seer.unirio.br/ralnuts/article/view/13510Castanha-do-brasil: uma revisão narrativa sobre seus benefícios para a saúde2025-02-12T23:12:01-03:00Yasmin Aquino Cardoso Lianiyasminaquino@edu.unirio.brLuciana Helena Maia Portelhmaia2004@gmail.comAlexandre Portealexandre.porte@unirio.br<p style="text-align: justify;">A castanha-do-brasil ou castanha-do-pará é uma oleaginosa, fruto de uma espécie de castanheira (<em>Bertholletia excelsa</em>, família <em>Lecythidaceae</em>) nativa da Amazônia e importante para a economia de países como o Brasil, Peru e Bolívia. Destaca-se pela alta concentração de ácidos graxos insaturados (75 %) e selênio (0,06 mg/15 g), que corresponde a 187 % do Valor Diário de Referência (VDR) para adultos. O selênio é absorvido na forma de selenometionina, estimula a síntese de selenoenzimas, reduz a produção de peróxidos e possui propriedades antioxidantes. Este estudo trata-se de uma revisão narrativa que identifica os benefícios do consumo regular da castanha-do-brasil na saúde humana. Os benefícios observados incluem a modulação de fatores de risco para doenças cardiovasculares; redução de marcadores inflamatórios; melhora do perfil lipídico com a redução dos níveis de LDL e aumento do HDL; aumento da síntese de selenoproteínas, que contribui para o tratamento de doenças como a diabetes e a obesidade. A ingestão de 15 g da oleaginosa apresenta um efeito protetor em pacientes renais. Entretanto, os efeitos sobre cânceres mostraram-se inconclusivos e discrepantes. Portanto, a castanha-do-brasil apresenta propriedades benéficas que podem auxiliar na redução do risco de algumas doenças crônicas, quando ingerida uma porção diária de 15 g, equivalente a 3 castanhas.</p>2026-07-31T00:00:00-03:00Copyright (c) 2026 Semear: Revista de Alimentação, Nutrição e Saúde