O teatro político na trilogia de Guerra da Amok

Andréa Stelzer

Resumo


Este texto procura investigar a influência do teatro documentário, tendo como objeto de estudo a trilogia de guerra da Companhia Amok no Rio de Janeiro, para se pensar nas novas formas do teatro poético e político. Que formas poéticas podem dar conta de uma realidade cruel como a das guerras? Como as subjetividades podem ser uma nova forma de lidar com o teatro documentário e político? Quais são as novas expressões do teatro documentário? Veremos que o novo teatro documentário procura renovar algumas experiências estéticas estabelecidas pelo teatro épico de Brecht, principalmente no que diz respeito a uma transformação do espectador. A trilogia de guerra Amok (Dragão - 2008, Kabul – 2010 e Histórias de família – 2012), ao trabalhar com o teatro documentário através de depoimentos e imagens reais, procura falar das subjetividades dentro do núcleo familiar. O teatro documentário na Amok não busca trabalhar com as pessoas ou arquivos de imagens reais da guerra projetadas no palco, mas ele serve como base para a experiência dos atores com a alteridade. O trabalho com os detalhes e a presença dos atores é um dos métodos para criar o efeito do real na cena. A Amok partilha uma nova forma de teatro político, não somente ao trabalhar com as subjetividades na guerra, mas ao buscar novas formas estéticas para dialogar com o real, sendo a poética corporal dos atores a condição essencial para este diálogo.

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