Modelos de doença e sofrimento: como a medicina de família e comunidade pensa a dimensão da subjetividade?
DOI:
https://doi.org/10.9789/pb.v23i1.172-173Palavras-chave:
Biomedicina, Epistemologia, Diagnóstico, Processo Saúde-Doença, Medicina de Família e ComunidadeResumo
A partir da fundamentação implícita na racionalidade biomédica sobre seu objeto, a doença, e, portanto, a pretensão pela objetividade na operação diagnóstica, o presente estudo procurou desvelar o estilo de pensamento que orienta hegemonicamente os médicos no atual tempo histórico e demonstrar como a especialidade da medicina de família e comunidade trouxe uma proposta de mudança a qual chama de “novo paradigma” ou paradigma da integralidade biopsicossocial. Através da percepção de que alguns fenômenos endereçados à área da saúde manifestam-se de forma anômala ao esperado pelo coletivo médico, que se baseia na dimensão biológica do adoecer, a divisão entre mente e corpo precisou ser superada para que essa área pudesse operar com a noção de pessoa e considerar dimensões psicológicas e sociais envolvidas no processo saúde-doença entendido como fenômeno complexo. Assim, buscou-se através da revisão de livros e documentos que norteiam a prática de médicos de família e comunidade e atuantes na Atenção Primária à Saúde quais as orientações para a abordagem de situações desafiadoras como diante de sofrimentos enquadrados no campo da saúde mental e se essas estão alinhadas com as propostas da especialidade. Por fim, discute-se a compreensão da categoria sintoma a partir de outras epistemologias que tensionam e criam diferentes modelos explicativos para o sofrimento, interrogando a pertinência do uso de protocolos para o cuidado em saúde mental, além de questionar os riscos e potencialidades das ações do médico de família e comunidade.
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