Entre sonhos e diagnósticos: uma aposta na escuta
DOI:
https://doi.org/10.9789/pb.v22i1.72-94Palavras-chave:
Psicanálise, saúde mental, adolescência, sonhosResumo
O presente artigo busca contribuir para a sustentação de uma clínica, na direção da escuta, que privilegie o sujeito do inconsciente, amparada pela Luta Antimanicomial e na articulação entre psicanálise, Saúde Mental e Políticas Públicas. Apresentaremos questões acerca das modalidades de sofrimento da contemporaneidade e sua incidência no discurso de adolescentes em uma instituição de saúde mental. Nossa hipótese é a de que o discurso médico – hegemônico e verticalizado – tem efeitos sobre as diferentes formas de nomeação de seu mal-estar e se constitui enquanto obstáculo na escuta do sujeito, bem como defesa diante do encontro com a alteridade radical do enlouquecer. Discutiremos este ponto a partir de fragmentos clínicos recortados de uma pesquisa de Mestrado realizada em um CAPS infanto-juvenil da cidade de São Paulo. Esta pesquisa recolheu relatos de sonhos dos adolescentes frequentadores do referido equipamento, como uma intervenção institucional de investigação. Tomando o sonho como um operador que revela não só a posição subjetiva de cada participante, mas também uma articulação com aquilo que é proveniente da tessitura coletiva, intentamos produzir possíveis reflexões que possam incluir e conjugar três significantes que apontamos ser de suma importância, a saber: sofrimento, liberdade e invenção.
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