“Insistuição”: reinventar a psicanálise

Autores

  • Macla Nunes Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Palavras-chave:

Psicanálise, Instituição, Insistência, Alain Didier-Weill

Resumo

A história das instituições analíticas revela que a comunidade psicanalítica não está imune à compulsão à regulamentação e do dogmatismo. Sigmund Freud, ao descobrir o inconsciente e inventar a psicanálise, torna-se também um “chefe de movimento” sempre crítico e reticente em relação às regras administrativas e organizacionais. Mas isso não impediu que o sistema de formação psicanalítica, em sua base, tenha testemunhado uma rejeição das dimensões especificamente analítica, inventiva e desejante da análise. Inconformado com essa escapada dos analistas para fora do campo da psicanálise, Jacques Lacan não rompe com a estrutura clássica da formação - análise pessoal, supervisão e estudo teórico –, mas tenta romper com a lógica autoritária e dogmática que vigorava nas sociedades existentes, propondo novos modos de se instituir. O objetivo principal desta tese é lançar um olhar para a história da psicanálise buscando compreender essa questão que é central, nevrálgica e recorrente desde a sua fundação. Buscamos mapear saídas para esses problemas cruciais, que se refletem até hoje nas sociedades analíticas, situando-as, principalmente, no pensamento do escritor, dramaturgo e psicanalista francês Alain Didier-Weill, discípulo e aluno de Lacan. A partir de uma retomada dos percursos freudiano e lacaniano, o trabalho de Didier-Weill parece apresentar propostas inéditas e mais coerentes com os princípios da psicanálise ao abordar desafios da experiência institucional e apontar caminhos possíveis de reinvenção que não excluem, da instituição, a dimensão da insistência própria ao inconsciente e ao movimento do desejo: “Insistuição”.

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Biografia do Autor

Macla Nunes, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Analista Membro do Corpo Freudiano Escola de Psicanálise Seção Rio de Janeiro.

Trabalha na Escola de Medicina e Cirurgia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

Musicista, atua como cantora no Grupo Madrigal Contemporâneo.

Doutora em Pesquisa e Clínica em Psicanálise pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

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Publicado

2025-03-26

Como Citar

NUNES, M. “Insistuição”: reinventar a psicanálise. Psicanálise & Barroco em Revista, [S. l.], v. 22, n. 1, p. 211–212, 2025. Disponível em: https://seer.unirio.br/psicanalise-barroco/article/view/13801. Acesso em: 11 jan. 2026.

Edição

Seção

Teses e Dissertações