“Insistuição”: reinventar a psicanálise
Palavras-chave:
Psicanálise, Instituição, Insistência, Alain Didier-WeillResumo
A história das instituições analíticas revela que a comunidade psicanalítica não está imune à compulsão à regulamentação e do dogmatismo. Sigmund Freud, ao descobrir o inconsciente e inventar a psicanálise, torna-se também um “chefe de movimento” sempre crítico e reticente em relação às regras administrativas e organizacionais. Mas isso não impediu que o sistema de formação psicanalítica, em sua base, tenha testemunhado uma rejeição das dimensões especificamente analítica, inventiva e desejante da análise. Inconformado com essa escapada dos analistas para fora do campo da psicanálise, Jacques Lacan não rompe com a estrutura clássica da formação - análise pessoal, supervisão e estudo teórico –, mas tenta romper com a lógica autoritária e dogmática que vigorava nas sociedades existentes, propondo novos modos de se instituir. O objetivo principal desta tese é lançar um olhar para a história da psicanálise buscando compreender essa questão que é central, nevrálgica e recorrente desde a sua fundação. Buscamos mapear saídas para esses problemas cruciais, que se refletem até hoje nas sociedades analíticas, situando-as, principalmente, no pensamento do escritor, dramaturgo e psicanalista francês Alain Didier-Weill, discípulo e aluno de Lacan. A partir de uma retomada dos percursos freudiano e lacaniano, o trabalho de Didier-Weill parece apresentar propostas inéditas e mais coerentes com os princípios da psicanálise ao abordar desafios da experiência institucional e apontar caminhos possíveis de reinvenção que não excluem, da instituição, a dimensão da insistência própria ao inconsciente e ao movimento do desejo: “Insistuição”.
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