A estética do infamiliar na fotografia de Sebastião Salgado
DOI:
https://doi.org/10.9789/pb.v23i1.120-141Palavras-chave:
estética, Freud, pulsão de morte, capitalismo, unheimlichResumo
O texto propõe um olhar sobre a fotografia Serra Pelada (1986), de Sebastião Salgado, a partir da estética do sentir, proposta por Sigmund Freud, em Das Unheimliche (1919), termo traduzido para o português como inquietante, estranho e infamiliar. A estética do sentir colocaria em questão o horror, o que angustia porque remete ao corpo em suas intensidades pulsionais. A origem do infamiliar seria a emergência do conteúdo familiar que deveria ter permanecido recalcado. Com Byung-Chul Han, trouxemos a ideia de que a pulsão de morte seria colocada a serviço do capitalismo, em sua incessante compulsão pela acumulação, como uma tentativa de negação da morte. O limpo, o liso e o polido corresponderiam à estética desejada pelo capitalismo como uma tentativa de negar os moribundos, a lama, o lixo tóxico, a morte. Serra Pelada provoca um desconforto, um estranhamento porque mostra algo daquilo de que não se quer saber: a realidade mortífera.
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