As teias da memória
entrelaçamento do poder, corpo e território
Resumo
Este artigo, fundamentado em recorte da dissertação de mestrado de Costa (2024), intitulada “A Construção da Memória Social sobre a Violência: ‘Mulheres da Paz’ e as Unidades de Polícia Pacificadora na cidade do Rio de Janeiro”, reflete sobre a complexa interação entre memória, poder e território. Sob uma perspectiva epistemológica que transita do subjetivismo fenomenológico às teorias sociais críticas, a memória é compreendida como um construto mediado por relações de força e enquadramentos sociais. O texto analisa como o poder molda as narrativas e como a corporeidade atua como interface nas dinâmicas sociais e territoriais. Conclui-se que a memória social deve consolidar-se como um agente de transformação e empoderamento, transcendendo o eco do passado para tornar-se uma ferramenta política de emancipação e justiça social.