G. H. e o infamiliar: uma experiência de vertigem

Autores

  • Priscila dos Santos Pereira Cardoso
  • Breno Pena

DOI:

https://doi.org/10.9789/pb.v22i1.50-71

Palavras-chave:

literatura, psicanálise, infamiliar, a paixão segundo g.h.

Resumo

Este trabalho analisa o fenômeno do infamiliar a partir de Freud e Lacan pela via do percurso da voz narrativa da protagonista no romance A paixão segundo G. H., de Clarice Lispector. O fenômeno do infamiliar indica algo importante para a experiência psicanalítica e, considerando o campo estético, apreende, pela via do discurso narrativo na escrita literária, o que se apresenta nele como efeito de uma manifestação psíquica e o que transcende tal ponto, ampliando o leque das possibilidades de investigação e transmissão da psicanálise. Dessa forma, com a leitura-escuta da narrativa da personagem G. H., consideramos que o fenômeno do infamiliar aparece em diversos fragmentos, revelando a presença do retorno do recalcado com Freud e o encontro com o Real a partir de Lacan, em que a barata se destaca como objeto central para a emergência de tais acontecimentos.

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Biografia do Autor

Priscila dos Santos Pereira Cardoso

Psicanalista.
Psicóloga.
Professora na Faculdade Estácio de Macapá/Amapá.
Associada ao Corpo Freudiano Escola de Psicanálise - Seção Rio de Janeiro.
Mestra em Psicologia pela Universidade Federal do Pará –UFPA.

Breno Pena

Psicanalista.
Psicólogo.
Doutor e Mestre em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG).
Professor da Faculdade de Psicologia e do Programa de Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal do Pará – UFPA.

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Publicado

2025-03-26

Como Citar

CARDOSO, P. dos S. P.; PENA, B. G. H. e o infamiliar: uma experiência de vertigem. Psicanálise & Barroco em Revista, [S. l.], v. 22, n. 1, p. 50–71, 2025. DOI: 10.9789/pb.v22i1.50-71. Disponível em: https://seer.unirio.br/psicanalise-barroco/article/view/12935. Acesso em: 10 jan. 2026.