Adeus, mistérios. Arte, sexo e o saber sem corpo da inteligência artificial

Autores

  • Tarcísio Greggio

DOI:

https://doi.org/10.9789/pb.v23i1.63-73

Palavras-chave:

psicanálise, ciência, inteligência artificial

Resumo

A partir do conto Adieu mystères, de Guy de Maupassant, o artigo apresenta o processo de desencantamento do mundo promovido pela racionalidade moderna e, mobilizando autores como Michel Foucault, Jacques Lacan e Georges Didi-Huberman, argumenta que a ciência se consolidou não apenas como saber, mas como dispositivo de poder. Nesse contexto, o autor interroga se a inteligência artificial inaugura um novo regime de verdade, marcado por um saber desencarnado, que contrasta com a experiência humana, sempre atravessada por desejo, angústia e limites. Por fim, o trabalho propõe que o sexo e a arte permanecem como espaços de mistério e de inscrição subjetiva, irredutíveis à lógica inorgânica das máquinas.

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Biografia do Autor

Tarcísio Greggio

Psicanalista.
Historiador.
Doutor em Psicologia pela Université Côte d’Azur e em Psicanálise pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Membro do Corpo Freudiano Escola de Psicanálise - Núcleo Juiz de Fora

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Publicado

2026-03-31

Como Citar

GREGGIO, T. Adeus, mistérios. Arte, sexo e o saber sem corpo da inteligência artificial. Psicanálise & Barroco em Revista, [S. l.], v. 23, n. 1, p. 63–73, 2026. DOI: 10.9789/pb.v23i1.63-73. Disponível em: https://seer.unirio.br/psicanalise-barroco/article/view/14833. Acesso em: 1 abr. 2026.

Edição

Seção

Artigos Temáticos