Diretivas antecipadas de vontade e suas possibilidades terapêuticas no luto antecipatório
DOI:
https://doi.org/10.9789/2525-3050.2026.v11n22.e13898Palavras-chave:
Luto, Diretivas antecipadas de vontade, Testamento vital, Cuidados Paliativos, MorteResumo
O objetivo deste artigo é refletir sobre as diretivas antecipadas de vontade, realizadas no contexto dos cuidados paliativos, enquanto um instrumento facilitador no processo de enfrentamento da morte, bem como no luto antecipatório do familiar cuidador. Trata-se de um estudo de caso único, no qual foram realizadas quatro entrevistas abertas, seguidas de transcrição e análise temática. Os resultados foram divididos em três eixos temáticos: (1) o papel da equipe, (2) o processo de morte e a elaboração do luto antecipatório, (3) o papel das diretivas antecipadas de vontade no luto antecipatório. Revelou-se que as DAV podem facilitar diálogos sobre a morte, proporcionar despedidas, reduzir o sentimento de culpa e angústia do familiar cuidador e da equipe em relação às tomadas de decisão, além de serem um instrumento que apoia a equipe na vivência do luto da família.
Downloads
Referências
Avis, K. A.; Stroebe, M. & Schut, H. (2021). Stages of grief portrayed on the internet: A systematic analysis and critical appraisal. Frontiers in Psychology, 12, 772696). https://doi.org/10.3389/fpsyg.2021.772696
Bastos, A. C. S. B. (2019). Na iminência da morte: Cuidado Paliativo e Luto Antecipatório para crianças/adolescentes e os seus cuidadores [Tese de doutorado, Universidade Federal da Bahia]. http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/30441
Bordacchini, A.; Parrini, L.; Betti, L.; Giannaccini, G. & Carmassi, C. (2025). Grief-related psychopathology from complicated grief to DSM-5-TR prolonged grief disorder: A systematic review of biochemical findings. International Journal of Molecular Sciences, 26(24), 11835. https://doi.org/10.3390/ijms262411835
Bowlby, J. (2004). Perda: Tristeza e depressão (3ª ed.). Martins Fontes.
Campos, C. J. G. (2004). Método de análise de conteúdo: ferramenta para a análise de dados no campo da saúde. Revista Brasileira de Enfermagem, 57(5), 611-614. https://doi.org/10.1590/S0034-71672004000500019
Coelho, A., Brito, M., Teixeira, P., Frade, P., Barros, L., & Barbosa, A. (2020). Family Caregivers’ Anticipatory Grief: A Conceptual Framework for Understanding Its Multiple Challenges. Qualitative Health Research, 30(5), 693–703.
Costa dos Reis, C. G.; Moré, C. L. O. & Menezes, M. (2023). O luto antecipatório e asestratégias de enfrentamento de familiares nos cuidados paliativos. Psico, 54(1), e39961. https://doi.org/10.15448/1980-8623.2023.1.39961
Creswell, J. W. (2007). Qualitative inquiry and research design: Choosing among five approaches (4ª ed.). Sage Publications.
Dadalto, L. (2022). Testamento Vital (6ª ed.). Editora Foco.
Dadalto, L. et al (2013). Diretivas antecipadas de vontade: um modelo brasileiro. Revista Bioética, 21 (3): 463-476. https://doi.org/10.1590/1983-803420253804PT
Daniel, T. (2023). The Stubborn Persistence of Grief Stage Theory. OMEGA - Journal of Death and Dying, 91(3), 1140-1154. https://doi.org/10.1177/00302228221149801
Franco, M. H. P. (2021b). O luto no século 21: Uma compreensão abrangente do fenômeno. Summus.
Franco, M. H. P. (Org.). (2021a). Formação e rompimento de vínculos: O dilema das perdas. Summus.
Franco, M. L. P. B. (2005). Análise de conteúdo (2ª ed.). Liber Livro Editora.
Godinho, A. M. (2016) Eutanásia, ortotanásia e diretivas antecipadas de vontade: aspectos jurídicos, bioéticos e penais. Fórum.
Gomes, M. P. & Cordeiro, F. R. (2024). A “boa morte” na percepção de pessoas com câncer acompanhadas por serviço de atenção domiciliar. Enfermería Actual en Costa Rica, (47). https://doi.org/10.15517/enferm.actual.cr.i47.58067
Gómez, B, I.; Gallego-Alberto, L.; Baltar, A. L, Herrera, L. M.; Batalloso, I. & Márquez-González, M. (2023). Duelo anticipado en familiares de personas con demencia. Variables psicosociales asociadas y su impacto sobre la salud del cuidador. Una revisión de literatura. Revista Española de Geriatría y Gerontología, 58(4), 101374. https://doi.org/10.1016/j.regg.2023.05.001
González Rey, F. L. (2010). As configurações subjetivas do câncer: um estudo de casos em uma perspectiva construtivo-interpretativa. Psicologia: Ciência e Profissão, 30(2), 212–221.
Guirro, Ú. B. do P.; Ferreira, F. de S.; Vinne, L. van der & Miranda, G. F. de F. (2022). Conhecimento sobre diretivas antecipadas de vontade em hospital-escola. Revista Bioética, 30(1), 116–125. https://doi.org/10.1590/1983-80422022301512pt
Kovács, M. J. (2014). A caminho da morte com dignidade no século XXI. Revista Bioética, 22(1), 94-104.
Kübler-Ross, E. (2020). Sobre a morte e o morrer (4ª ed.). Martins Fontes.
Libardi, E.C. & Gutierrez, B.A.O. (2025). Primary healthcare professionals´ knowledge and self-efficacy on palliative care. Revisra Brasileira de Enfermagem, 78(5), e20240056 https://doi.org/10.1590/0034-7167-2024-0056
Lopes, P. dos A. F., Paz, D. S. da S., Ferreira, J. da C., & Moraes, S. S.(2025). Bioética e cuidados paliativos: revisão integrativa. Revista Bioética, 33, e3804PT. https://doi.org/10.1590/1983-803420253804PT
Macchi, M. J.; Pérez, M. V. & Alonso, J. P. (2020). Planificación de los cuidados en el final de la vida. Perspectivas de profesionales de oncología y cuidados paliativos. Sexualidad, Salud y Sociedad, (35), 218-236. http://doi.org/10.1590/1984-6487.sess.2020.35.11.a
Menezes, R. A. & Lima, C. P. de. (2018). Sedação paliativa em fim de vida: debates em torno das prescrições médicas. Revista M. Estudos sobre a Morte, os Mortos e o Morrer, 3(6), 405–420. https://doi.org/10.9789/2525-3050.2018.v3i6.405-420
Minayo, M. C. S. (2014). O desafio do conhecimento: Pesquisa qualitativa em saúde (14ª ed.). Hucitec Editora.
Monteiro, R. S. F. & Silva Júnior, A. G. (2019). Diretivas antecipadas de vontade: percurso histórico na América Latina. Revista Bioética, 27(1), 86–97.
Montenegro, K. (2022). Foucault, subjetividade e morte: Uma perspectiva pós-estruturalista dos cuidados paliativos. Editora Fi.
Oliveira, F. F.; Pinheiro, E. S.; Pereira, E. dos S.; Ferraz, E. C. C.; Silva, M. M. da & Bonfim, M. F. (2024). Luto antecipatório: A ótica da psicologia frente aos cuidados paliativos em pacientes hospitalizados. Revista FOCO, 17(12), e6619.
https://doi.org/10.54751/revistafoco.v17n12-001
Pepes, C. V.; Pepes, M. V.; Neuhauser, J.; Abellán Salort, J. C.; Steffani, J. A. & Bonamigo, E. L. (2023). Diretivas antecipadas de vontade: instrumento de autonomia para pacientes oncológicos. Revista Bioética, 31(3), e3471PT. https://doi.org/10.1590/1983-803420233471PT
Sallnow, L. et al. (2022). Report of the Lancet Commission on the Value of Death: bringing death back into life. The Lancet, 399(10327). https://doi.org/10.1016/S0140-6736(21)02314-X
Stroebe, M.; Schut, H. & Boerner, K. (2017). Cautioning Health-Care Professionals: Bereaved Persons Are Misguided Through the Stages of Grief: Bereaved Persons Are Misguided Through the Stages of Grief. OMEGA - Journal of Death and Dying, 74(4), 455-473. https://doi.org/10.1177/0030222817691870
Thompson, A. E. (2015). Advance directives. JAMA, 313(8), 868. https://doi.org/10.1001/jama.2015.133
Vidal, E. I.; Kovacs, M. J.; Silva, J. J.; Silva, L, M.; Sacardo, D. P.; Bersani, A.; Tommaso, A.; Dias, L. M.; Melo, A. C.; Iglesias, S. B & Lopes, F. G. (2022). Posicionamento da ANCP e SBGG sobre tomada de decisão compartilhada em cuidados paliativos. Cadernos de Saúde Pública, 38(9). https://www.scielo.br/j/csp/a/JH99CDHVZVLMhHjv8XjTSzm/?format=pdf&lang=pt
Yin, R.K (2010). Estudo de caso: planejamento e métodos (2ª ed.). Bookman.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Licença Creative Commons CC BY 4.0













