A morte como troféu: escritas de si na Guerra do Paraguai (1864-1870)
DOI:
https://doi.org/10.9789/2525-3050.2026.v11n22.e13929Palavras-chave:
Guerra do Paraguai, Morte, Heroísmo, Escritas de Si, MemóriaResumo
O artigo analisa como a proximidade com a morte e a violência extrema foram narradas em relatos autobiográficos de combatentes da Guerra do Paraguai. Por meio da análise de diários e reminiscências de militares brasileiros e paraguaios, são discutidas as representações da morte, do heroísmo e das práticas de mutilação de cadáveres como forma de propaganda, intimidação e construção simbólica do inimigo. A abordagem privilegia as “escritas de si” enquanto fontes que revelam subjetividades marcadas pela experiência da guerra e pelas disputas de memória. Além disso, considera também o contexto de publicação desses relatos, evidenciando como os discursos sobre o morrer em combate foram moldados por expectativas sociais, valores patrióticos e construções de masculinidade. Conclui-se que a guerra produziu uma memória heroica, marcada pelo silenciamento do medo e pela idealização da morte como sacrifício.
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