As rosas negras do Largo de Santa Rita, RJ: a patrimonialização do Cemitério dos Pretos Novos
DOI:
https://doi.org/10.9789/2525-3050.2026.v11n22.e14167Palavras-chave:
Cemitério dos Pretos Novos, Patrimonialização, Arqueologia ColaborativaResumo
O presente artigo aborda a patrimonialização do Cemitério dos Pretos Novos do Largo de Santa Rita, a partir da conexão de pesquisas arqueológicas, históricas e cartográficas que constataram a existência do espaço fúnebre, bem como sua delimitação, a partir de uma demanda da Comissão Pequena África. O grupo de trabalho criado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), associado à ampliação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no centro da cidade do Rio de Janeiro, foi fundamental para a patrimonialização de um cemitério, datado do século XVIII e destinado a africanos trazidos para o Brasil na condição de escravizados. Para destacar o local e construir um marco paisagístico, foi realizada reurbanização do espaço e a inserção de pavimentação, por meio de pedras portuguesas, com o desenho de rosas negras, referente a um símbolo utilizado por abolicionistas. A patrimonialização do Cemitério dos Pretos Novos de Santa Rita se deu a partir da arqueologia colaborativa realizada em parceria com a Comissão Pequena África e traz visibilidade a uma parte relevante da história da cidade do Rio de Janeiro.
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