O “olhar compassivo” no processo de morrer no Brasil
DOI :
https://doi.org/10.9789/2525-3050.2026.v11n22.e14654Mots-clés :
Morte e Morrer, Comunidades Compassivas, Cuidados Paliativos, Saúde e doença, Trabalho de cuidadoRésumé
O artigo tem como objetivo analisar como a Favela Compassiva, organização comunitária de cuidados paliativos na Rocinha e no Vidigal (Rio de Janeiro), interpreta e responde às necessidades de cuidado no processo de morrer. Proponho o conceito de olhar compassivo para definir esse modo de apreensão e de constituição da realidade dos problemas de cuidado no fim da vida. O olhar compassivo é compreendido em termos de dois princípios, um restritivo e outro expansivo, que emergem das soluções práticas para os dilemas cotidianos das situações de cuidado. Abordo como esse olhar é constituído e reproduzido nas práticas de educação. A abordagem é etnográfica, com observação participante nas atividades da organização: visitas domiciliares, reuniões e cursos de formação. Concluo que as comunidades compassivas brasileiras operam como uma configuração emergente de saúde pública no fim da vida, produzindo novas formas de organizar socialmente o cuidado no processo de morrer.
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