Memória e representação da anistia nas páginas da revista Lampião da Esquina
ampla, geral e irrestrita?
Resumen
O objetivo deste artigo é analisar como o grupo LGBTQIA+ discutiu a anistia política, dada pela Lei 6.683, de 28 de agosto de 1979, conhecida como Lei de Anistia, tanto no período anterior à sua promulgação quanto nos anos subsequentes. A pesquisa segue uma abordagem quanti-qualitativa. Os procedimentos metodológicos envolvem a leitura de todos os 41 números publicados pela Revista Lampião da Esquina, com o objetivo de identificar materiais jornalísticos relacionados à Lei da Anistia Política. Além disso, os materiais são categorizados de acordo com seu nível de envolvimento com a temática, e seus conteúdos são analisados quanto à abordagem adotada. Os resultados quantitativos revelam que a revista tratou a anistia mais como um tema complementar do que como principal ou secundário, e que os materiais jornalísticos se tornaram mais frequentes após a promulgação da referida Lei. Por outro lado, os resultados qualitativos indicam que antes da promulgação da Lei, a revista abordava a anistia como algo ampla, geral e irrestrita, enquanto após a sua promulgação, passou a descrevê-la como parcial e restrita. Havia uma preocupação notável com a aplicabilidade dessa Lei em relação aos grupos minoritários, como homossexuais, mulheres, negros e indígenas. As considerações finais destacam que, embora a anistia não fosse um tema central na revista, ela estava sempre presente e foi discutida de maneira crítica, evidenciando