La memoria colectiva de los músicos

un análisis de las prácticas creativas de Jaime Araújo y Juarez Araújo

Autores/as

  • Rafael Velloso UFPEL

Palabras clave:

Memoria Colectiva, Procesos Creativos, Improvisación

Resumen

El objetivo de este artículo es reflexionar acerca del proceso de creación musical vinculado a la memoria colectiva, tal como lo plantea Halbwachs (1992), Schultz (1964) y Cook (2007), y también ampliar esta discusión a otros temas como la improvisación, interpretación y la composición. De esta forma, abordaremos inicialmente cada uno de estos temas que involucran la memoria musical, la creación y la construcción de solos a partir de adaptaciones del concepto de improvisación a la práctica del choro, ejemplificando algunas posibles relaciones entre ellos a través del análisis de las interpretaciones de dos solistas de saxofón, Jaime Araújo y Juarez Araújo, como parte del trabajo de campo realizado para mi investigación de maestría en etnomusicología en la UFRJ en 2003. Como referentes teóricos y metodológicos, dialogamos en el campo de la etnografía con Laplantine (2014), en los estudios de performance con Nettl (1997) y Turino (2008); en los estudios de géneros musicales populares con Middleton (2002), y en los estudios de la improvisación con Cazes (2019), Côrtes (2012), Ferand (1956), Horsley (1980) e Blum (1997).

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Rafael Velloso, UFPEL

Rafael Velloso é professor efetivo na Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), onde leciona desde 2015 no Bacharelado em Música Popular. Seus interesses de pesquisa estão voltados para a etnomusicologia, combinando sua atuação com acervos sonoros e processos criativos em música popular. Atualmente, ele é o Coordenador do Laboratório de Etnomusicologia da UFPel, liderando uma abordagem de gestão participativa que auxilia a comunidade na gestão de projetos relacionados à produção e difusão de práticas musicais locais. Velloso fez parte da equipe de pesquisa que coordenou o processo de Registro do Choro no IPHAN como Patrimônio Cultural do Brasil e, por meio do Grupo de Pesquisa em Música Popular, orienta pesquisas de graduação e pós-graduação em Artes da UFPEL.

Citas

ALMADA, Carlos. A estrutura do choro: com aplicações na improvisação e no arranjo. Rio de Janeiro: Da Fonseca, 2006.

ANGELEAS, Victor Moreira. Bandolim improvisado: a construção do estilo de improvisação de Jacob do Bandolim, Luperce Miranda, Joel Nascimento e Armandinho Macedo. (Dissertação de Mestrado), UNB, 2019.

APEL, Willi. Harvard Dictionary of Music. University of Virginia, Harvard University Press, 1944.

ARAGÃO, Pedro. A polca é como o samba: uma tradição brasileira - interações entre polca e samba nas décadas de 1930 a 1950. In: Anais da Associação Brasileira de Etnomusicologia, 2013, João Pessoa. Anais do congresso. UFP: ABET, 2013. p 455-462.

ARAGÃO, Paulo. Pixinguinha e a gênese do arranjo brasileiro. Dissertação de Mestrado. UNIRIO, 2001.

ARAÚJO, Severino. Entrevista realizada especialmente para a pesquisa. Cinelândia, Rio de Janeiro, 21/10/2003.

BAILEY, Derek. Improvisation: Its Nature and Practice in Music. New York: Da Capo Press, 1993.

BASTOS, R. J. de M. As Contribuições da Música Popular Brasileira às Músicas Populares do Mundo: Diálogos Transatlânticos Brasil/Europa/África (2ª Parte). Antropologia em Primeira Mão , v. 107, p. 1-22, 2008.

BASTOS, R. J. de M. A Origem do Samba Como Invenção do Brasil: Sobre O Feitio de Oração de Vadico e Noel Rosa (Por que as Canções Têm Música?). Cadernos de Estudo de Análise Musical, São Paulo/Belo Horizonte, n.8, p. 1-29, 1996

BAKER, David. Jazz Improvisation: a comprehensive method for all musicians. Van Nuys: Alfred Publishing Co, 1988.

BAKHTIN, Mikhail. A cultura popular na Idade Média e no Renascimento: o contexto de François Rabelais. Brasília: Editora da Universidade de Brasília, 1999.

BERLINER, Paul et al. Thinking in Jazz: The Infinite Art of Improvisation. Chicago: University of Chicago Press 1994.

BESSA, Virgínia de Almeida. A escuta singular de Pixinguinha, história e música. Popular no Brasil dos anos 1920 e 1930. São Paulo: Alameda, 2010.

BOILÉS, Charles. Process of musical semiosis. Yearbook for Traditional Music, n. 14, p. 24 - 44, 1982.

BLUM, Stephen. Recognizing Improvisation, In: NETTL, Bruno (Ed.). In the Course of Performance, Chicago and London: The University of Chicago Press, 1997.

CALDI, Alexandre. Contracantos de Pixinguinha: Contribuições históricas e analíticas para a caracterização de um estilo. Dissertação de Mestrado, Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2000.

CARVALHO, José Jorge de. Transformações da sensibilidade musical contemporânea. In: Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 5, n. 11, 13-28, outubro de 1999.

CAZES, Henrique Leal. O improviso no choro: ferramenta da fluência. In: Anais no XXIX Congresso da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música. Pelotas, UFPEL, 2019.

CERQUEIRA, Denize Rodrigues. Modelo de Improvisação de Zé Bodega no Choro, Baseado nos Conceitos de Horizontalidade e Verticalidade de George Russell. Dissertação (Mestrado em Música) – Programa de Pós-Graduação em Música, Centro de Letras e Artes, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2015.

COOK, N. Fazendo música juntos ou improvisação e seus outros. Per Musi, Belo Horizonte, n.16, 2007, p. 07-20

CÔRTES, Almir. Improvisando em Música Popular: um estudo sobre o choro, o frevo e o baião e sua relação com a música instrumental brasileira. 2012. 313p. Tese (Doutorado em Música) – Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2012a.

DURKHEIM, Émile. Individual and collective representations. In: Sociology and philosophy. Nova York: Routledge, 2009, pp. 1-15 [1898].

FABRIS, Bernardo Vescosi; BORÉM, Fausto. Catita na leadsheet de K-Ximbinho e na interpretação de Zé Bodega: aspectos da hibridação do choro e do jazz. Belo Horizonte: Per Musi, n°13, p. 5-28, 2006.

FERAND, Ernest T. Improvised Vocal Counterpoint in the Late Renaissance and Early Baroque. Neuilly-Sur-Seine: Société de Musique d'Autrefois, 1956.

FERREIRA, José Ocelo Mendonça. O violoncelo entre o choro e a improvisação: novos desafios interpretativos na prática do instrumentista de formação tradicional. Dissertação de Mestrado. UNIRIO, 2006.

FIGUEIREDO, Afonso C. S. Improvisação no saxofone: a prática da improvisação melódica na música instrumental do rio de janeiro a partir de meados do século XX. Tese. 2004. (Doutorado em Música) – Programa de Pós-Graduação em Música. Centro de Letras e Artes, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro.

FORTES, Rodrigues. A aplicação da rítmica brasileira na improvisação: uma abordagem sobre algumas possibilidades. 65 p. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Música) - Escola de Comunicação e Artes, Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, 2007.

GEUS, José Reis de. Pixinguinha e Dino Sete Cordas: reflexões sobre a improvisação no choro. Dissertação (Mestrado em Linguística, Letras e Artes) - Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2009

GEERTZ, Clifford. The interpretation of cultures. New York: Basic Books, 1973.

GORITZKI, Elisa. Manezinho da Flauta: Uma contribuição para o estudo da flauta brasileira. 2002. Dissertação (Mestrado em Música) – Escola de Música, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2002.

GURLITT, Wilibald; EGGEBRECHT, Hans Heinrich. Riemann Musik Lexikon, Volumen 3. Schott 's Söhne: Michigan University, 1967.

HALBWACHS, [1950] Maurice. On collective memory. Lewis Coser (ed.). Chicago: The University of Chicago Press, 1992.

HORSLEY I.; Collins, M., Madura, Badura-Skoda, E.; Libby, D. Improvisation: Western Art Music. In: S. Sadie (Ed.) The New Grove Dictionary of Music and Musicians, Vol.9, London: Macmillan, 1980.

KENNY, Barry J.; GELLRICH, Martin. Improvisation. In: PARNCUTT, Richard; MCPHERSON, Gary. (Ed.). The Science and Psychology of Music Performance: Creative Strategies for Teaching and Learning. New York: Oxford University Press, 2002. chap. 8, p. 117.125.

LAPLANTINE, François. A descrição etnográfica. São Paulo: Terceira Margem, 2014.

LINHARES, L. B.; BORÉM, F. A composição e interpretação de Victor Assis Brasil em Pro Zeca: hibridismo entre o baião e o bebop. Per Musi, Belo Horizonte, n.23, 2011, p.28-38.

MATOS, Everton Luiz Loredo de. A trajetória histórica da improvisação no choro: um enfoque de configurações estilísticas e processos de hibridação cultural. (Dissertação de Mestrado) - UFG, Goiânia, 2012.

MAUSS, Marcel. Esthétique. In: Manuel d’ethnographie. Paris: Payot, 1992 [1935-36].

MERRIAM, Alan P. The Anthropology of Music. Evaston: Northwestern University Press, 1964.

MIDDLETON, Richard. Studying Popular Music. Philadelphia: Open University Press, 2002.

NATTIEZ, Jean-Jacques. Music and discourse: toward a semiology of music. Princeton: Princeton University, 1990.

NETTL Bruno. Introduction: An art neglected in Scholarship. In: In the Course of Performance. Chicago and London: The University of Chicago Press, 1997.

OLIVEIRA, Samuel de. Heterogeneidades no Choro: um estudo etnomusicológico. (Dissertação), Universidade Federal do Rio de Janeiro, Escola de Música, 2003.

PEIRCE, Charles Sanders. Philosophical writings of Peirce. New York: Dover, 1955.

PIEDADE, Acácio Tadeu de Camargo. Brazilian jazz and friction of musicalities. Jazz Planet, E. Taylor Atkins (ed.), Jackson: University Press of Mississippi, 2003, p. 41-58.

PIEDADE, Acácio Tadeu de Camargo. Jazz, música brasileira e fricção de musicalidades. Revista Opus, 11, 2005, pp. 197-207.

PIEDADE, Acácio Tadeu de Camargo. Expressão e sentido na música brasileira: retórica e análise musical. Revista Eletrônica de Musicologia, v. XI, 2007.

PIEDADE, Acácio Tadeu de Camargo. Perseguindo fios da meada: pensamentos sobre hibridismo, musicalidade e tópicas. Per Musi, Belo Horizonte, n.23, 2011. p.103-112.

RANGEL, David. Improvisação no choro segundo chorões. (Dissertação de Mestrado) - UFMG, Belo Horizonte, 2012.

RICE, Timothy. Time, place, and metaphor in musical experience and ethnography. Ethnomusicology, v 47, 2003, p. 151-179.

ROSA, Luciana Fernandes. Relações entre escrita e oralidade na transmissão e práxis do choro no Brasil. 2020. Tese (Doutorado em Processos de Criação Musical) - Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2020.

SANTOS, Eduardo Gonçalves dos. Aprendizado e desenvolvimento da improvisação da clarineta no choro: estudo realizado com quatro clarinetistas brasileiros da atualidade. (Tese de Doutorado), Salvador, UFBA, 2018.

SARAIVA, Joana Martins. A invenção do sambajazz: discursos sobre a cena musical de Copacabana do final dos anos de 1950 e início dos anos de 1960. (Dissertação de Mestrado) – Departamento de História, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2007.

SÈVE, Mário. Fraseado do Choro: uma análise de estilo por padrões de referência. 1. ed. São Paulo: Irmãos Vitale Editores LTDA, 2021. v. 1. 163p.

SCHAFER, Murray. The tuning of the world. New York e Knopf Michigan: Michigan University, 1977.

SCHUTZ, Alfred. Making music together: a study in social relationship. In: Arvid Brodersen (ed Alfred Schutz). Collected papers II: Studies in Social Theory. The Hague: Nijhoff, 1964, p.159-178.

SILVA, L. Carlo Ginzburg: O Conceito de Circularidade Cultural e Sua Aplicação nos Estudos Sobre a Música Popular Brasileira. Revista Augustus, Rio de Janeiro, v. 22, n. 43,| p. 72-83, jan./jun. 2017.

SPIELMANN, Daniela. Tarde de Chuva: a contribuição interpretativa de Paulo Moura para o saxofone no samba-choro e na gafieira, a partir da década de 70. Dissertação (Mestrado em Música) - Programa de Pós-Graduação em Música, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, 2008.

SPIELMANN, Daniela. Os Bailes de Gafieira: Repertórios em Movimento. Tese (Doutorado em Musicologia). Programa de Pós-Graduação em Música, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, 2017.

SOUZA. Grazielle Mariana Louzada de. A Prática do Choro: tecendo considerações sobre performance, interpretação e improvisação. Revista Música Hodie, Goiânia, v.13, 362p., n.1, 2013.

SUTTON, R. Anderson. Improvisation by Gamelan Musicians. In: In the Course of Performance. Chicago and London: The University of Chicago Press, 1997.

TURINO, Thomas. Estrutura, Contexto e Estratégia na etnografia musical. In: Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 5, n. 11, 13-28, outubro de 1999.

TURINO, Thomas. Music as social life: the politics of participation. Chicago: The University of Chicago Press, 2008.

ULHÔA, Martha Tupinambá de. Métrica derramada: prosódia musical na canção brasileira popular. Brasiliana, v. 2, p. 48-56, 1999.

VALENTE, Paula Veneziano. Horizontalidade e verticalidade: dois modelos de improvisação no choro brasileiro. 2009. 139p. Dissertação (Mestrado em Música) – Escola de Comunicação e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2009.

VALENTE, Paula Veneziano. Transformações do choro no século XXI: estruturas, performances e improvisação. (Tese de Doutorado) - USP, São Paulo, 2014.

VELLOSO, Rafael H. S. Os improvisadores de saxofone na formação da linguagem do choro. In: Anais do 4o colóquio de pesquisa. Rio de Janeiro: UFRJ Centro de Letras e Artes, 2004. v. 4. p. 95-104.

VELLOSO, Rafael H. S. O Saxofone no Choro: a introdução do Saxofone e as mudanças na Prática Musical do Choro. Dissertação (Mestrado em Música) - Escola de Música da UFRJ, Rio de Janeiro, 2006.

Publicado

2024-01-05

Cómo citar

Velloso, R. (2024). La memoria colectiva de los músicos: un análisis de las prácticas creativas de Jaime Araújo y Juarez Araújo. DEBATES - Cadernos Do Programa De Pós-Graduação Em Música, 27(2), 48–81. Recuperado a partir de https://seer.unirio.br/revistadebates/article/view/12914

Número

Sección

Dossier temático