Governados pelos mortos: considerações sobre arte funerária a partir da antropologia das imagens
DOI:
https://doi.org/10.9789/2525-3050.2025.v10n20.e13420Palavras-chave:
Arte, Imagem, Imaginário, CemitérioResumo
O artigo se propõe a olhar os cemitérios como lugares de imagens peculiares pelo momento histórico de sua construção e pelas funções que a arte funerária adquire em confronto com aspectos atuais da sociedade interligada pelos meios de comunicação de massa e pelas mídias digitais. Se os cemitérios resultam do esforço biopolítico de afastamento da morte, as cidades cresceram e se deixaram habitar por eles. Quais leituras são possíveis fazer do anacronismo das imagens que assistem ao trânsito dos vivos ao redor delas, tendo sido feitas para estar distantes?
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