Pilão deitado: do cangaço aos terreiros

Autores

  • Lourival Andrade Junior Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - Caicó, RN – Brasil

DOI:

https://doi.org/10.9789/2525-3050.2025.v10n20.e13544

Palavras-chave:

Pilão Deitado, Não-morte, Cangaço, Jurema sagrada, Incorporação

Resumo

Pilão Deitado foi um cangaceiro do bando de Antônio Silvino, muito conhecido nos sertões nordestinos, morto em 1901 na cidade de Caicó, estado do Rio Grande do Norte, Brasil. Seu nome correu mundo e muitos outros cangaceiros e até mesmo sujeitos acusados de crimes, adotaram Pilão Deitado como sendo suas alcunhas. O objetivo central do texto é entender sua trajetória de vida e como após sua morte se tornou um importante mestre na Jurema Sagrada, e para isso foram consultados documentos, como o laudo cadavérico, jornais, cordéis, visita a terreiros de Jurema Sagrada e livros que contam sua trajetória. Trabalharemos a partir das perspectivas lançadas pela História Cultural, História dos Sertões e da História das Religiões. Hoje podemos conversar com Pilão Deitado, o cangaceiro, em terreiros de Jurema Sagrada, através da incorporação em seus médiuns. Pilão Deitado é a prova da não-morte experenciada por alguns desencarnados. Este cangaceiro é um teimoso em não querer desaparecer do mundo terreno, criando assim pontes que ligam o mundo dos mortos ao mundo dos vivos.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Lourival Andrade Junior, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - Caicó, RN – Brasil

Pós-Doutor pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Brasil. Doutor em História pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Professor Associado IV no Departamento de História da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), campus Caicó. Diretor da Trapiá Cia Teatral. Membro do Grupo de Pesquisa História dos Sertões (UFRN/CERES), do GT História: Religiosidade e Cultura/UFSC e do Laboratório de Estudos do Cordel e Recepção (LECORE/UFRN). CV: http://lattes.cnpq.br/2227836576507822

Referências

Andrade Junior, L. (2017, julho a dezembro). Dos horrores aos humores: os cemitérios no cordel brasileiro. Revista M., (2) 4, 412-437.

Andrade Junior, L. (2018). Zés Pelintras: do sertão ao terreiro. In E. S. da Silveira & D. S. Sampaio (Org.). Narrativas Míticas: análise das histórias que as religiões contam. (1ª ed., 236-263). Editora Vozes.

Assunção, Luiz (2006). O reino dos mestres: a tradição da Jurema na Umbanda nordestina. Editora Pallas.

Barros, S. C. (2012). As entidades “brasileiras” da Umbanda. In A. C. Isaia & I. A. Manoel (Org.). Espiritismo & Religiões afro-brasileiras: História e Ciências Sociais. (1ª ed., 289-317). Editora Unesp.

Burgos, A. (2012). Jurema Sagrada do nordeste brasileiro a Península Ibérica. Expressão Gráfica Editora & Laboratório de estudos da Oralidade, UFC.

Cangaço, Z. & Piacente, J. (2020). Zé do cangaço: um cangaceiro na Umbanda. Editora Madras.

Cascudo, Luís da Câmara (1978). Meleagro. Editora Agir

Cumino, A. (2016). Médium: incorporação não é possessão. Editora Madras.

Curran. M. (2009). Retrato do Brasil em Cordel. Ateliê Editorial.

Facó, R. (1983). Cangaceiros e fanáticos. Civilização Brasileira.

Haurélio, M. (2010). Breve história da Literatura de Cordel. Editora Claridade.

Irmão, José Bezerra Lima (2022). Corisco e Dadá: uma saga de amor, cachaça e sangue. JM Gráfica.

Lira, Ana Lígia (2025). O peregrino da fé: a história de Frei Damião. Editora Cléofas.

Luciano, A. (2012). Apontamentos para uma História crítica do Cordel brasileiro. Edições Adaga.

Lucius, M. & Pires Filho, N. (2000). O guardião dos caminhos. Editora Madras.

Lyra, Carlos (2003). Nunca Matei Ninguém. Sebo Vermelho Edições.

Marques, A. (2011). Imaginário, História Oral & Transcendentalismo: mitocrítica dos ensinamentos do espírito Pai Joaquim de Aruanda. RiMa Editora.

Mello, Frederico Pernambucano de (2023). Apagando Lampião: vida e morte do Rei do Cangaço. Global Editora.

Neto, L. (2009). Padre Cícero: poder, fé e guerra no sertão. Editora Companhia das Letras.

Rocha, V. F. (2015). Cangaço: ecos da Literatura e Cinema Nordestinos. Editora Premius.

Rodrigues, O. (2001). O fogo da pedreira: a saga do ataque da polícia ao bando de Antônio Silvino em Caicó. Editora Sebo Vermelho.

Salles, S. G. (2010). A sombra da Jurema Sagrada: mestres juremeiros na Umbanda de Alhandra. Editora da UFPE.

Santiago, J. P. & Vaz, M. (2013). Zé Pelintra: Sêo Dotô, Séo Dotô! Bravo Sinhô! Editora Madras.

Downloads

Publicado

2025-07-04

Como Citar

Andrade Junior, L. (2025). Pilão deitado: do cangaço aos terreiros. Revista M. Estudos Sobre a Morte, Os Mortos E O Morrer, 10(20). https://doi.org/10.9789/2525-3050.2025.v10n20.e13544