Rastros de morte nos sertões brasileiros: múltiplas experiências do fim
DOI :
https://doi.org/10.9789/2525-3050.2026.v11n21.e14392Mots-clés :
Morte, História dos SertõesRésumé
As representações do(s) sertão(ões) no imaginário social brasileiro há muito tempo se encontram encapsuladas em uma redoma de estereótipos, reduzidas frequentemente a um conjunto fixo de práticas, saberes e a uma iconografia caricata, como o sol escaldante, a seca, o gado e o jagunço. Contra essa prisão conceitual, nos últimos anos os pesquisadores da História dos Sertões têm produzido e circulado conhecimento no meio acadêmico, em grupos de pesquisa, programas de pós-graduação e dossiês temáticos em periódicos, que buscam alargar as possibilidades de significação dos sertões, destacando sua pluralidade cultural, natural e social. “A morte e o morrer nos sertões do Brasil”, obra organizada por Claudia Rodrigues, Cícero Joaquim dos Santos e Durval Muniz de Albuquerque Júnior, inscreve-se com vigor nesse movimento de reabertura do conceito, porém, com um mote profundamente provocativo: a morte e o morrer.
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