Uma análise da conservação dos artefatos de memória nas lápides do século XIX do Cemitério de Santo Amaro, PE
DOI:
https://doi.org/10.9789/2525-3050.2026.v11n22.e14175Palavras-chave:
Arqueologia, Cemitérios, Conservação, Memória, MaterialidadeResumo
O presente trabalho analisa as condições e o grau de conservação das lápides referentes aos anos de 1851 a 1900, que se encontram no Cemitério do Senhor Bom Jesus da Redenção de Santo Amaro das Salinas, em Recife, relacionando-as à conservação dos diferentes suportes materiais de memória ali presentes. Constata que, se por um lado há estruturas que possuem valores arquitetônicos, artísticos e arqueológicos e precisam ser preservadas nesse cemitério, por outro, também há nesses mesmos artefatos diversas formas de materialização de memórias que ali se encontram, são estabelecidas e esquecidas pelos mesmos processos e agentes que as estruturaram, segundo argumenta Paul Ricoeur, estabelecendo entre elas uma relação em que uma é essencial para a outra. O estudo do estado de conservação dos artefatos contidos nesse cemitério evidencia uma série de debates que permeiam a realidade e os desafios de conservar espaços multicomponenciais e funcionalmente ativos em sua finalidade primária. Afinal, quais são as características comuns aos suportes de memória que ali estão preservados? Quais os principais aspectos que estes comunicam sobre o passado e, por fim, o que evidenciam sobre a necessidade de se reavaliar o estabelecimento de diretrizes preventivas relacionadas à manutenção do patrimônio nas necrópoles?
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