As PRÁTICAS ORAIS NA FORMAÇÃO DE ARRANJADORES DE MÚSICA POPULAR

UM ESTUDO ETNO-PEDAGÓGICO NO CIGAM

Autores

Palavras-chave:

Prática de arranjo, Performance musical, Ensino musical, Oralidade

Resumo

: Este artigo apresenta um relato etnográfico sobre as práticas de arranjo na música popular, com foco na oralidade e nas estratégias pedagógicas utilizadas no curso do Centro Ian Guest de Aperfeiçoamento Musical (CIGAM). Essas práticas foram observadas em um estudo realizado em 2009, numa das últimas turmas ministradas pelo idealizador do curso. A pesquisa investiga como os conceitos musicais são transmitidos através das atividades práticas do curso, especialmente na Orquestra Laboratório de Arranjo (OLA). As atividades privilegiam a criatividade, a oralidade e a colaboração entre músicos, em contraste com a formalidade dos métodos tradicionais. Além disso, discutimos a evolução histórica do arranjo na música popular e suas definições, destacando a importância de práticas pedagógicas flexíveis e democráticas na formação de arranjadores e músicos, contribuindo para a compreensão das dinâmicas contemporâneas do ensino e da performance musical.

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Publicado

2026-03-03

Como Citar

Velloso, R. (2026). As PRÁTICAS ORAIS NA FORMAÇÃO DE ARRANJADORES DE MÚSICA POPULAR: UM ESTUDO ETNO-PEDAGÓGICO NO CIGAM . DEBATES - Cadernos Do Programa De Pós-Graduação Em Música, 30, e3026D2. Recuperado de https://seer.unirio.br/revistadebates/article/view/14208

Edição

Seção

Dossiê - Arranjo: História, técnica, pedagogia e transformações contemporâneas