Ensaio sobre morte e infância
DOI:
https://doi.org/10.9789/2525-3050.2025.v10n20.e13436Palabras clave:
Morte invisibilizada, encantamento, infancialização, brincar, narrarResumen
Esse ensaio propõe os conceitos de encantamento, apresentado por Luiz Rufino e Luiz A. Simas, e o de infancialização, segundo Renato Noguera, como atos de afirmação da vida, em oposição ao interesse da sociedade capitalista e globalizada nos processos de banalização e invisibilização da morte. Sustenta que o brincar e o narrar histórias, essências da infância, são potências de encantamento necessário para que a vida transborde sua força, em aparente paradoxo, “salvando a morte”, sem rejeitá-la, mas acolhendo-a como parte de nossa jornada. Esta escrita se constrói não somente a partir de pressupostos teóricos, mas também a partir de memórias da pesquisadora que, por meio de uma fabulação poética, dialoga com os autores e faz a Morte presente no texto como sua interlocutora, figura e narradora em primeira pessoa de algumas histórias de tradição oral, costurando, na prática, uma conclusão brincante e narrativa que enfatiza os argumentos do texto.
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