La desesperación de la vida: suicidio y cocaína en São Paulo (1900 –1920)
DOI:
https://doi.org/10.9789/2525-3050.2026.v11n22.e14679Palabras clave:
Historia de la muerte, Suicidio, Cocaína, Modernidad, Historia de São PauloResumen
Este artículo tiene como objetivo analizar las relaciones entre el consumo de cocaína y los suicidios ocurridos en la ciudad de São Paulo durante las primeras décadas del siglo XX, e investigar el papel de la prensa en la construcción pública de este fenómeno. Se sostiene que, a partir de la década de 1910, la cocaína se consolidó como una sustancia de elección en ciertos suicidios urbanos, no solo por sus propiedades farmacológicas y su amplia disponibilidad antes de su criminalización, sino, sobre todo, por el lugar simbólico que llegó a ocupar en los discursos médicos, policiales y periodísticos. A través del análisis de las narrativas producidas por Correio Paulistano, el artículo examina cómo los relatos sobre suicidios relacionados con la cocaína se articularon con editoriales y campañas morales que asociaban la sustancia con el peligro y el desorden urbanos. La hipótesis central que se plantea es que la visibilidad de estos episodios fue movilizada como recurso discursivo para legitimar políticas represivas y proyectos de criminalización de las drogas, revelando la cocaína como uno de los operadores clave en la formulación de una gramática moral y política de la muerte voluntaria en el contexto de la modernización de São Paulo.
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