“I felt like bringing him home, the body was intact”: exhumation, pain, and indignation in Nalva’s narratives about Fernando’s dead body
DOI:
https://doi.org/10.9789/2525-3050.2026.v11n21.e14002Keywords:
Exhumation, Pandemic, Covid-19, CemeteryAbstract
This paper presents an ethnographic account focused on the experience of Nalva, the widow of Fernando, a victim of covid-19 in Rio de Janeiro, in 2021. The aim is to understand how the process of “compulsory exhumation” can intensify the experience of grief, especially when it occurs without proper mediation by public authorities. The lack of information and institutional support in this context reveals the fragility of public policies addressing the emotional and symbolic dimensions surrounding death and the post-mortem, particularly during a period marked by farewells constrained by the sanitary restrictions imposed by the pandemic. Based on Nalva’s narrative, the study highlights how the “bureaucratic management” of public cemeteries, when detached from a humanized perspective, can amplify already latent pain by disregarding affective bonds and cultural practices related to death, the dead, and dying. Exhumation, as a technical procedure, overrides the mourner’s subjective needs, generating tensions between administrative law and the right to memory. In this sense, the ethnographic account underscores the urgency of rethinking the management of death in post-pandemic contexts, in which losses continue to be processed amid interruptions, silencing, and institutional neglect.
Downloads
References
Ariès, P. (1981). O homem diante da morte. Rio de Janeiro: Francisco Alves.
Cunha, M. C. da. (1978). Os mortos e os outros: Uma análise do sistema funerário e da noção de pessoa entre os índios Krahó. São Paulo: Hucitec.
Das, V. (2020). Vida e palavras: a violência e sua descida ao ordinário. São Paulo: Editora Unifesp.
Despret, V. (2023). Um brinde aos mortos: Histórias daqueles que ficam (E. A. Ribeiro, Trad.). São Paulo: Ubu Editora.
Douglas, M. (1976). Pureza e perigo. São Paulo: Perspectiva.
Duarte, A. (2020). “E daí?”: Governo da vida e produção da morte durante a pandemia no Brasil. O que nos faz pensar, 29(46), 74-109. https://doi.org/10.3232/0104-6675.
Elias, N. (2001). A solidão dos moribundos. Rio de Janeiro: Jorge Zahar.
Farias, M. S. Q. (2025). Esse ativismo é de todos nós: ativismo, memória e identidade no movimento social em HIV/aids na Paraíba. Tese (Doutorado em Antropologia). João Pessoa: Programa de Pós-Graduação em Antropologia, Universidade Federal da Paraíba.
Favret-Saada, J. (2005). Ser afetado (P. Siqueira, Trad.). Cadernos de Campo, (13), 155-161.
Kind, L.; Cordeiro, R. (2020). Narrativas sobre a morte: a Gripe Espanhola e a Covid-19 no Brasil. Psicologia & Sociedade, 32, e020004.
Koury, M. G. P. (2018). Sobre perdas, dor, morte e morrer na cidade de João Pessoa, PB: Um estudo em antropologia das emoções. Recife/João Pessoa: Bagaço; Edições do GREM.
Le Breton, D. (2009). As paixões ordinárias: Antropologia das emoções. Petrópolis, RJ: Vozes.
Martins, J. de S. (1983). A morte e os mortos na sociedade brasileira. In J. de S. Martins (Org.). São Paulo: Hucitec.
Mauss, M. (2003). Ensaio sobre a dádiva: Forma e razão da troca nas sociedades arcaicas. São Paulo: Cosac Naify.
Mbembe, A. (2018). Necropolítica: Biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte. São Paulo: N-1 Edições.
Medeiros, F. (2016). Matar o morto: Uma etnografia do Instituto Médico-Legal do Rio de Janeiro. Niterói: EDUFF.
Menezes, R. A. (2004). Em busca da boa morte: Antropologia dos cuidados paliativos. Rio de Janeiro: Fiocruz.
Morin, E. (1970). O homem e a morte. (J. T. Brum, Trad.). Rio de Janeiro: Imago.
Motta, A. (2009). À flor da pedra: Formas tumulares e processos sociais nos cemitérios. Recife: Massangana.
Pimenta, D. M. (2019). O cuidado perigoso: Tramas de afeto e risco na Serra Leoa (a epidemia de Ebola contada pelas mulheres, vivas e mortas) [Tese de Doutorado, Universidade de São Paulo]. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, USP.
Ramos, A. (1993). O papel político das epidemias: O caso Yanomami. Brasília: Série Antropologia, UnB.
Reis, J. J. (1991). A morte é uma festa: Ritos fúnebres e revolta popular no Brasil do século XIX. São Paulo: Companhia das Letras.
Rodrigues, E. G. (2023). Espaços da morte na vida vivida e suas sociabilidades no Cemitério Santa Izabel em Belém/PA: Etnografia urbana e das emoções numa cidade cemiterial [Dissertação de Mestrado, Universidade Federal do Pará].
Silva, A. V. (2020). As “ritualizações possíveis” do velório e do enterro na pandemia. Dilemas: Reflexões na Pandemia, 1-12.
Silva, W. B. (2022). “Voltamos ao normal”: O Dia dos Mortos no Cemitério Senhor da Boa Sentença em João Pessoa/PB no pós-pandemia. Ponto Urbe, (1), 1-10.
Silva, W. B., & Gomes da Silva, U. (2020). Reflexões antropológicas sobre a covid-19 e o corpo morto. Áltera: Revista de Antropologia, 2, 65-72.
Silva, W. B., & Rodrigues, E. G. (2024). Viver da morte no Cemitério Santa Izabel/PA e no Cemitério Senhor da Boa Sentença/PB. Revista de Informação Contábil (UFPE), 17, 1-18.
Sontag. S. (2007). AIDS e suas metáforas. São Paulo: Companhia das Letras.
Thomas, L.-V. (1983). A morte: Ensaio sobre a imaginação do fim da vida (A. Cabral, Trad.). Rio de Janeiro: Francisco Alves.
Thomas, L-V. (1985). Rites de mort: pour la paix des vivants. Paris : Fayard.
Troyer, J. E. (2010). Technologies of the HIV=AIDS Corpse. Medical Anthropology, 29(2): 129–149.
Turner, V. (1974). O processo ritual. Liminalidade e communitas. Petrópolis: Vozes.
Van Gennep, A. (1978). Os ritos de passagem. Petrópolis: Vozes.
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Licença Creative Commons CC BY 4.0













