“Me dieron ganas de llevarlo a casa, el cuerpo estaba entero”: exhumación, dolor e indignación en las narrativas de Nalva sobre el cuerpo muerto de Fernando

Autores/as

  • Weverson Bezerra Silva Universidade Federal da Paraíba (UFPB) - João Pessoa/PB - Brasil
  • Mónica Franch Universidade Federal da Paraíba (UFPB) - João Pessoa/PB - Brasil

DOI:

https://doi.org/10.9789/2525-3050.2026.v11n21.e14002

Palabras clave:

Exhumación, Pandemia, Covid-19, Cementerio

Resumen

Este artículo presenta un relato etnográfico centrado en la experiencia de Nalva, viuda de Fernando, víctima de la covid-19 en Río de Janeiro, en 2021. El objetivo es comprender de qué manera el proceso de “exhumación compulsoria” puede intensificar la vivencia del duelo, especialmente cuando ocurre sin una mediación adecuada por parte del poder público. La ausencia de información y de apoyo institucional en este contexto evidencia la precariedad de las políticas públicas orientadas a las dimensiones emocionales y simbólicas que implican la muerte y el post mortem, particularmente en un período marcado por despedidas afectadas por las restricciones sanitarias impuestas por la pandemia. A partir de la narrativa de Nalva, el estudio destaca cómo la “gestión burocrática” de los cementerios públicos, cuando se encuentra desvinculada de una perspectiva humanizada, puede intensificar dolores ya latentes, al ignorar los vínculos afectivos y las prácticas culturales relacionadas con la muerte, los muertos y el morir. La exhumación, en tanto procedimiento técnico, se sobrepone a las necesidades subjetivas de la persona en duelo, generando tensiones entre el derecho administrativo y el derecho a la memoria. Ante ello, el relato etnográfico señala la urgencia de repensar los modos de gestión de la muerte en contextos pospandémicos, en los cuales aún se elaboran pérdidas atravesadas por interrupciones, silenciamientos y desamparos institucionales.

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Biografía del autor/a

Weverson Bezerra Silva, Universidade Federal da Paraíba (UFPB) - João Pessoa/PB - Brasil

Doutorando em Antropologia junto ao Programa de Pós-graduação em Antropologia da Universidade Federal da Paraíba. Bolsista pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (FAPESQ). CV:  http://lattes.cnpq.br/4054451511593656

Mónica Franch, Universidade Federal da Paraíba (UFPB) - João Pessoa/PB - Brasil

Doutora em Antropologia pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGSA-UFRJ). Atualmente é Professora associada do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal da Paraíba e membro permanente dos programas de Pós-graduação em Antropologia (PPGA) e em Sociologia (PPGS) da mesma universidade. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq. CV: http://lattes.cnpq.br/3848871240061464

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Publicado

2025-12-26

Cómo citar

Silva, W. B., & Franch, M. . (2025). “Me dieron ganas de llevarlo a casa, el cuerpo estaba entero”: exhumación, dolor e indignación en las narrativas de Nalva sobre el cuerpo muerto de Fernando. Revista M. Estudos Sobre a Morte, Os Mortos E O Morrer, 11(21), e14002. https://doi.org/10.9789/2525-3050.2026.v11n21.e14002