“Nobody dreams of being a gravedigger”: voices of silence in times of pandemic

Authors

  • Karla de Souza Magalhães Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) – Rio de Janeiro, Brasil
  • Rachel Aisengart Menezes Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Rio de Janeiro, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.9789/2525-3050.2026.v11n21.e14014

Keywords:

Gravediggers, Health crisis, Covid-19, Stigma, Social invisibility

Abstract

This study analyzes the media representations of gravediggers’ work during the covid-19 pandemic in Brazil, seeking to understand how the press had portrayed these professionals and the emotional, social, and symbolic impacts of their work. It is a qualitative, documentary-based study whose primary sources consisted of reports and news articles published on the Google search portal between March 2020 and December 2021. The search used the keywords “gravediggers,” “burial workers,” “cemeteries,” “Brazil,” “pandemic,” and “covid-19.” After a full reading of the materials and the application of inclusion and exclusion criteria, 26 news articles were selected for analysis. The categorization of the content revealed eight thematic axes: working conditions and infrastructure; social visibility and invisibility; psychological and emotional impacts; media and discursive representations; political and institutional dimensions; religion, spirituality, and the meaning of work; human and biographical narratives; and death rituals and changes in mourning. The results indicate that, although gravediggers played an essential role on the front lines of the health crisis, they remained socially invisible, facing physical overload and emotional suffering. The journalistic narratives analyzed highlight the historical devaluation of this profession and underscore the urgent need to recognize its social and symbolic importance not only in pandemic contexts.

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Author Biographies

Karla de Souza Magalhães, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) – Rio de Janeiro, Brasil

Doutora em Saúde Coletiva pelo Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IESC/UFRJ). Professora Visitante no Programa de Pós-graduação em Psicologia da Saúde e Hospitalar da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). CV: http://lattes.cnpq.br/1570024011115936

Rachel Aisengart Menezes, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Rio de Janeiro, Brasil

Doutora em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Professora Associada do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IESC/UFRJ) e do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva do IESC/UFRJ. CV: http://lattes.cnpq.br/3860753416382806

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Published

2025-12-26

How to Cite

Magalhães, K. de S., & Menezes, R. A. (2025). “Nobody dreams of being a gravedigger”: voices of silence in times of pandemic. Revista M. Estudos Sobre a Morte, Os Mortos E O Morrer, 11(21), e14014. https://doi.org/10.9789/2525-3050.2026.v11n21.e14014