« PERSONNE NE RÊVE DE DEVENIR FOSSOYEUR » : LES SEPULTEURS DANS LE CONTEXTE DE LA PANDÉMIE DE COVID-19 AU BRÉSIL

Auteurs

  • Karla de Souza Magalhães Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) – Rio de Janeiro, Brasil
  • Rachel Aisengart Menezes Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Rio de Janeiro, Brasil

DOI :

https://doi.org/10.9789/2525-3050.2026.v11n21.e14014

Mots-clés :

Fossoyeurs, Covid-19, Stigmatisation.

Résumé

Objectifs : Il s'agit d'une étude visant à comprendre les impacts de la pandémie de COVID-19 sur la routine de travail des fossoyeurs opérant dans les cimetières publics et privés au Brésil durant les années 2020 et 2021, en partant de l'hypothèse qu'il s'agit d'une profession socialement invisibilisée et stigmatisée.
Méthodologie : Quarante articles publiés dans la presse brésilienne à l’époque ont été analysés, portant sur l’activité des fossoyeurs durant la pandémie.
Résultats : Les résultats suivants se distinguent : surcharge de travail, accumulation des tâches, exposition à des risques biologiques, difficulté d’accès aux équipements de protection individuelle (EPI), peur de la contamination, impact émotionnel dû au nombre élevé d’inhumations, et changements dans les rituels d’adieu. En outre, l’analyse des articles a révélé des revendications pour de meilleures conditions de travail et pour une priorité d’accès à la vaccination, ainsi qu’une migration professionnelle depuis d’autres secteurs vers celui des services funéraires. Ce changement professionnel a cependant été perçu comme une nécessité absolue, car « personne ne rêve de devenir fossoyeur », selon le témoignage rapporté dans l’un des articles analysés. Conclusions : Le contexte pandémique a permis une plus grande visibilité et valorisation de la catégorie professionnelle des fossoyeurs. Toutefois, malgré cette visibilité accrue dans les médias nationaux, la lecture et l’analyse des reportages ont mis en évidence une représentation sociale de cette profession encore marquée par le stigmate et le discrédit.

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Bibliographies de l'auteur

Karla de Souza Magalhães, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) – Rio de Janeiro, Brasil

Doutora em Saúde Coletiva pelo Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IESC/UFRJ). Professora Visitante no Programa de Pós-graduação em Psicologia da Saúde e Hospitalar da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). CV: http://lattes.cnpq.br/1570024011115936

Rachel Aisengart Menezes, Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Rio de Janeiro, Brasil

Doutora em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Professora Associada do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IESC/UFRJ) e do Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva do IESC/UFRJ. CV: http://lattes.cnpq.br/3860753416382806

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Publiée

2025-12-26

Comment citer

Magalhães, K. de S., & Menezes, R. A. (2025). « PERSONNE NE RÊVE DE DEVENIR FOSSOYEUR » : LES SEPULTEURS DANS LE CONTEXTE DE LA PANDÉMIE DE COVID-19 AU BRÉSIL. Revista M. Estudos Sobre a Morte, Os Mortos E O Morrer, 11(21), e14014. https://doi.org/10.9789/2525-3050.2026.v11n21.e14014