Temporal trend of abortion hospitalization rates in Brazil, 2012 and 2023 / Tendência temporal das taxas de hospitalização por aborto no Brasil, 2012 e 2023

Autores

DOI:

https://doi.org/10.9789/2175-5361.rpcfo.v18.14789

Palavras-chave:

Aborto, Hospitalização, Saúde da mulher, Saúde pública, Estudos de séries temporais

Resumo

Objetivo: analisar a tendência das taxas de hospitalização por aborto no Brasil, entre 2012 e 2023. Metodologia: estudo ecológico de série temporal que analisou as taxas de hospitalização por aborto, estratificadas em aborto espontâneo, outras gravidezes que terminam em aborto e aborto por razões médicas, entre mulheres de 10 a 49 anos. Resultados: foram analisadas 2.331.348 hospitalizações, com taxa média de 305,6 por 100 mil mulheres. Observou-se tendência geral de queda, com decréscimo médio anual de 6,0 (r²=0,92; p<0,001). As maiores taxas médias ocorreram nas regiões Norte (380,6) e Nordeste (355,2), enquanto o Sudeste apresentou a menor (269,6). Mato Grosso foi o único estado com tendência crescente, com aumento médio anual de 7,6 (r²=0,96; p<0,001). As taxas de aborto espontâneo reduziram-se de 167,7 para 106,2, enquanto os abortos por razões médicas aumentaram em todas as regiões. Conclusão: houve redução geral das hospitalizações por aborto no período, embora persistam desigualdades regionais.

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Biografia do Autor

Leticia Furlan de Lima Prates, Universidade Estadual de Maringá

Enfermeira. Mestra e Doutoranda em Enfermagem pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) e integrante do Grupo de Pesquisas e Estudos em Epidemiologia e Tecnologias em Saúde (GPETS - Uningá).  Pós-graduação lato sensu em Instrumentação Cirúrgica, Centro Cirúrgico e Centro de Material e Esterilização, e em Investigação Forense e Perícia Criminal. Desenvolve pesquisas com foco na área de epidemiologia, saúde pública, saúde materno-infantil, saúde da mulher e violência contra a mulher.

Lays Silva de Azevedo, Universidade de São Paulo

Doutoranda em Saúde Pública na Faculdade de Saúde Pública da USP. Possui graduação em Enfermagem pela Universidade Estadual do Paraná (2020) e mestrado em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Maringá (2023). É especialista em Gestão em Saúde e Análise de Dados pela Faculdade Descomplica. Tem experiência na área de Saúde Coletiva, com ênfase em Epidemiologia, atuando principalmente nos seguintes temas: violência contra a mulher e epidemiologia do câncer. 

Maria Luiza Melo da Silva, Universidade Estadual de Maringá

Enfermeira pelo Centro Universitário Ingá- Uningá. Mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Estadual de Maringá (PSE/UEM). Doutoranda em Enfermagem pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Pesquisadora participante do Grupo de Pesquisas e Estudos em Epidemiologia e Tecnologias em Saúde (GPETS). Pesquisas na área de epidemiologia, saúde pública, saúde materno-infantil e saúde da criança e do adolescente.

Suellen Castiglioni Tasca, Universidade Estadual de Maringá

Enfermeira. Mestra pela Universidade Estadual de Maringá. Pós-graduação em Enfermagem pela Faculdade Estadual de Educação, Ciências e Letras de Paranavaí. Integrante do Núcleo de Estudos e Pesquisas Multidisciplinares em Políticas, Avaliação e Atenção em Saúde (NEPEMAAS) da Universidade Estadual do Paraná - UNESPAR. Enfermeira Responsável Técnica pelo serviço de enfermagem da Instituição de Longa Permanência para Idosos- ILPI da Prefeitura Municipal de Guaporema-PR.

Emiliana Cristina Melo, Universidade Estadual do Norte do Paraná

Enfermeira pela Universidade Paulista, mestra e doutora em Enfermagem pela Universidade Estadual de Maringá. Professora associada da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Graduação e Programa de Pós Graduação em Enfermagem em Atenção Primária à Saúde) e Coordenadora do Comitê de Ética em Pesquisas com Seres Humanos da UENP. Pesquisadora nas áreas de enfermagem em saúde pública, epidemiologia, enfermagem materno infantil, enfermagem em saúde da mulher.

Rosana Rosseto de Oliveira , Universidade Estadual de Maringá

Enfermeira, Mestre, Doutora e Pós Doutora em Enfermagem pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Docente permanente no Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da UEM, docente permanente do Programa de Pós-Graduação em Enfermagem em Atenção Primária à Saúde (PPGEnf APS) e docente adjunto da graduação do Centro Universitário Ingá - Uningá. Membro do Comitê Regional de Investigação da Transmissão Vertical de Sífilis Congênita e HIV e óbitos por tuberculose e HIV da 15a Regional de Saúde de Maringá/PR. Pesquisadora líder do Grupo de Pesquisas em Epidemiologia e Tecnologias em Saúde - Uningá, e participante do Grupo de Estudos em Tecnologias Digitais e Geoprocessamento em Saúde - UEM. Participante do Grupo de Estudos em Ensino, Saúde e Trabalho (GESAT). Atua principalmente na área de epidemiologia, materno-infantil e violência.

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Publicado

2026-05-12

Como Citar

1.
Furlan de Lima Prates L, Silva de Azevedo L, Luiza Melo da Silva M, Castiglioni Tasca S, Cristina Melo E, Rosseto de Oliveira R. Temporal trend of abortion hospitalization rates in Brazil, 2012 and 2023 / Tendência temporal das taxas de hospitalização por aborto no Brasil, 2012 e 2023. Rev. Pesqui. (Univ. Fed. Estado Rio J., Online) [Internet]. 12º de maio de 2026 [citado 6º de julho de 2026];18:e-14789. Disponível em: https://seer.unirio.br/cuidadofundamental/article/view/14789

Edição

Seção

Artigo Original

Plum Analytics