Management of hospital costs for reassignment surgical procedures through on time-driven activity-based costing (TDABC) / Gestão de custos hospitalares para procedimentos de redesignação através do time-driven activity-based costing (TDABC)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.9789/2175-5361.rpcfo.v18.14277

Palavras-chave:

Análise de custo em saúde, Gastos em saúde

Resumo

Objetivo: estimar os custos dos procedimentos cirúrgicos para pacientes submetidos à cirurgia de Redesignação Sexual. Metodologia: análise econômica em saúde, de natureza aplicada, com abordagem quantitativa e qualitativa, usando o método de custeio Time-driven Activity-based Costing. Foram analisados cinco procedimentos realizados em hospital universitário no Rio de Janeiro. Resultados: o custo médio de cada cirurgia foi de 4.318,00 reais, enquanto o sistema público de saúde restitui 1.288,00 reais, gerando déficit médio de 3.030,00 reais por cirurgia. Profissionais de enfermagem foram os que mais demandaram tempo assistencial. Conclusão: o valor ressarcido pelo sistema público cobre menos de um terço (1⁄3) do custo real, comprometendo a sustentabilidade financeira e limitando o acesso ao procedimento. O método adotado mostrou-se eficaz para gestão estratégica de custos. 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Leticia Urbano, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UNIRIO

Enfermeira, graduada pela Escola de Enfermagem Alfredo Pinto (EEAP-Unirio). Brasil

Roberto Carlos Lyra da Silva, Universidade Federaldo Estado do Rio de Janeiro

Professor Titular do Departamento de Enfermagem Fundamental da EEAP-Unirio. Doutor em Enfermagem. Líder de Pesquisa do Laboratório de Análise Econômica e Avaliação de Tecnologias em Saúde. Brasil

Larissa Menezes, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Enfermeira, graduada pela Escola de Enfermagem Alfredo Pinto (EEAP-Unirio). Brasil

Laura Dantas Jacome , Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG-Unirio/Ebserh)

Enfermeira do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG-Unirio/Ebserh). Brasil

Evany Pereira Matias, Universidade Fedral do Estado do Rio de Janeiro

Enfermeira do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle (HUGG-Unirio/Ebserh). Mestrando do PPG em Saúde e Tecnologia no Espaço Hospitalar. Membro do Laboratório de Análise Econômica e Avaliação de Tecnologias em Saúde. Brasil

Daniel Aragão Machado, Universidade Fderal do Estado do Rio de Janeiro

Professor Associado do Departamento de Enfermagem Fundamental da EEAP-Unirio. Doutor em Enfermagem. Pesquisador do Laboratório de Análise Econômica e Avaliação de Tecnologias em Saúde. Gerente de Ensino e Pesquisa do (HUGG-Unirio/Ebserh). Brasil

Referências

Portal Gov.br. Processo transexualizador no SUS. [Internet]. [acesso em 10 de outubro 2023]. Disponível em: https://www.saude.gov.br/atencao-especializada-e-hospitalar/especialidades/processo-transexualizador-no-sus.

Galli RA, Vieira EM, Giami A, Santos MA. Corpos mutantes, mulheres intrigantes: transexualidade e cirurgia de redesignação sexual. Psicologia Teoria e Pesquisa. [Internet]. 2013 [acesso em 24 de fevereiro 2024];29. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ptp/a/VZL8YWCThrbhcxYnD8T4FYh/.

Oliveira ALV, Lagares ET, Gomes FC, Neto JL, Giglio MRP. Características epidemiológicas de pacientes atendidas no serviço transexualizador do Hospital Geral de Goiânia. De Olho na Pesquisa. [Internet]. 2022 [acesso em 10 de junho 2025]. Disponível em: https://goias.gov.br/saude/wp-content/uploads/sites/34/2018/11/AnalisedascaracteristicasepidemiologicasdapopulacaodepacientesatendidasnoservicotransexualizadordoHospitalGeraldeGoiania-fe1.pdf.

Portal de Transparência SISREG. Manual do Sistema de Regulação – SISREG. SMS Rio. [Internet]. 2022 [acesso em 15 de maio 2025]. Disponível em: https://web2.smsrio.org/minhasaudeRio/#/.

Brasil. Ministério da Saúde. Política nacional de saúde integral de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. [Internet]. 2013 [acesso em 15 de maio 2025]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_saude_lesbicas_gays.pdf.

Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.803, de 19 de novembro de 2013. Redefine e amplia o Processo Transexualizador no SUS. Diário Oficial da União. [Internet]. 2013 [acesso em 15 de maio 2025]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2013/prt2803_19_11_2013.html.

Brasil. Ministério da Saúde. DATASUS. SIGTAP – Sistema de Gerenciamento da Tabela de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS. [Internet]. [acesso em 10 de outubro 2023]. Disponível em: http://sigtap.datasus.gov.br/tabela-unificada/app/sec/inicio.jsp.

Kos SR, Santos NP, Klein L, Scarpin JE. Repasse do SUS versus custo dos procedimentos hospitalares. ABC. [Internet]. [acesso em 24 de fevereiro 2024]. Disponível em: https://anaiscbc.emnuvens.com.br/anais/article/view/4026.

Brasil. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Diário Oficial da União. [Internet]. 1988 [acesso em 15 de maio 2025]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm.

Brasil. Lei Complementar nº 141, de 13 de janeiro de 2012. Dispõe sobre os valores mínimos em ações e serviços públicos de saúde. Diário Oficial da União. [Internet]. 2012 [acesso em 15 de maio 2025]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/LCP/Lcp141.htm.

Brasil. Ministério da Saúde. Diretriz metodológica: estudos de microcusteio aplicados a avaliações econômicas em saúde. [Internet]. 2019 [acesso em 15 de maio 2025]. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/artigos_publicacoes/diretrizes/20220419_diretrizes_microcusteio_15062021.pdf.

Bittar E, Castilho V. Custo médio direto do material utilizado em cirurgias de revascularização do miocárdio. Rev Assoc Med Bras. [Internet]. 2003 [acesso em 1 de março 2024];49(3). Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-42302003000300027.

Santos LS, Santos JJL, Alves VS, Alves RS, Guimarães JJ, Silva ILS, et al. Qualidade de vida de transexuais após cirurgia de redesignação sexual. Res Soc Dev. [Internet]. 2022 [acesso em 5 de abril 2025];1:e58411125383. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/357985994_Qualidade_de_vida_de_transexuais_apos_cirurgia_de_redesignacao_sexual.

Alemão MM, Gonçalves MA, Ferreira BP. Risco operacional no setor saúde. Rev Gestão Tecnol. [Internet]. 2014 [acesso em 15 de junho 2025];14(1). Disponível em: https://revistagt.fpl.emnuvens.com.br/get/article/view/532.

Hendrich A, Chow MP, Skierczynski BA, Lu Z. Estudo de tempo e movimento em hospitais. Perm J. [Internet]. 2008 [acesso em 15 de junho 2025];12(3). Disponível em: https://doi.org/10.7812/TPP/08-021.

Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública. Estimativas de custos em saúde e o método TDABC. [Internet]. 2023 [acesso em 1 de fevereiro 2025]. Disponível em: https://iptsp.ufg.br/n/168229-estimativas-de-custos-em-saude-e-o-metodo-tdabc.

Lima A, Vieira L. Regulação e financiamento do SUS. Ministério da Saúde. [Internet]. 2020 [acesso em 20 de agosto 2024]. Disponível em: https://docs.bvsalud.org/biblioref/2020/12/1141379/finaciamento-do-sus-e-regulacao.pdf.

Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 3.992, de 28 de dezembro de 2017. Dispõe sobre financiamento e transferência de recursos do SUS. Diário Oficial da União. [Internet]. 2017 [acesso em 15 de maio 2025].

Publicado

2026-01-02

Como Citar

1.
Urbano L, Silva RCL da, Menezes L, Dantas Jacome L, Matias EP, Machado DA. Management of hospital costs for reassignment surgical procedures through on time-driven activity-based costing (TDABC) / Gestão de custos hospitalares para procedimentos de redesignação através do time-driven activity-based costing (TDABC) . Rev. Pesqui. (Univ. Fed. Estado Rio J., Online) [Internet]. 2º de janeiro de 2026 [citado 1º de fevereiro de 2026];18:e-14277. Disponível em: https://seer.unirio.br/cuidadofundamental/article/view/14277

Edição

Seção

Artigo Original

Plum Analytics