Obstetric violence and 2030 agenda: nursing contributions based on Callista Roy's theory / Violência obstétrica e agenda 2030: contribuições de enfermagem à luz da teoria de Callista Roy

Autores

DOI:

https://doi.org/10.9789/2175-5361.rpcfo.v18.14382

Palavras-chave:

Gravidez, violência obstétrica, Desenvolvimento sustentável

Resumo

Objetivo: analisar a contribuição da enfermagem frente às situações de violência obstétrica evidenciadas pela mídia, à luz da Teoria da adaptação proposta por Callista Roy. Metodologia: pesquisa básica, exploratória com abordagem qualitativa, do tipo pesquisa documental. Os dados foram coletados em jornais digitais, filtrando o período 2017 a 2022, e analisados por meio da técnica de análise de conteúdo. Resultados: 73 conteúdos compuseram a amostra. Emergiram três categorias, estruturadas pelos núcleos nominais: a voz de quem sofreu; vulnerabilidade feminina; enfermagem e o ambiente. Considerações finais: a violência obstétrica é um reflexo das desigualdades de gênero, raça e classe. E fere os Objetivos de desenvolvimento sustentável 3 e 5 da agenda 2030. Sob a ótica da Teoria de Roy, a enfermagem age como agente transformador, promovendo uma resposta adaptativa positiva através de práticas de cuidado humanizadas e embasadas cientificamente, sendo um importante aliado no cumprimento das metas estabelecidas na agenda 2030.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ana Isabella Sousa Almeida, Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Ana Isabella Sousa Almeida, 34 anos, natural de Vigia-PA. Mora atualmente na cidade do Rio de Janeiro - RJ. Formou-se Enfermeira pela Escola de Enfermagem "Magalhães Barata" da Universidade do Estado do Pará (EEMB/UEPA). Realizou Especialização em Enfermagem Neonatal e Pediátrica pela Universidade Estácio de Sá (UNESA), Residência em Enfermagem Obstétrica pela Escola de Enfermagem Anna Nery da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EEAN/UFRJ), Mestrado e Doutorado em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública da FIOCRUZ (ENSP/FIOCRUZ). Tem experiência na área assistencial como Enfermeira Obstétrica e Pediátrica, e como docente nas disciplinas de saúde da criança e do Adolescente e saúde da mulher. Atualmente é Docente Efetiva da Escola de Enfermagem Alfredo Pinto da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (EEAP/UNIRIO) no Departamento Materno-Infantil, e integra os seguintes grupos de pesquisa: Núcleo de Pesquisa, Experimentação e Estudos em Enfermagem na área da mulher e da criança (NUPEEMC), Laboratório de Pesquisa Sobre Infância e saúde (LAPIS). E o Laboratório de Estudos em gênero, saúde e direitos sexuais e reprodutivos (LEGS). Coordena o projeto de pesquisa: Saúde extramuros: agir cuidativo-educativo às mulheres em situação de rua nas Metrópoles Brasileiras, e o projeto de extensão: Saúde extramuros: agir cuidativo-educativo para mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade social.

Pedro Henrique Souza Silva, Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Acadêmico de Enfermagem da Universidade Estácio de Sá.

Júlia Bordallo Paranhos , Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Enfermeira.

Thalita Jenniffer Santos da Silva , Universidade Estácio de Sá

Acadêmica de enfermagem do décimo período, da Universidade Estácio de Sá - Campus R9

Referências

Santos JE, Silva TJS, Paranhos JB, Silva PHS, Almeida AIS. Violência obstétrica no Brasil: apropriação do corpo feminino e violação de direitos – revisão integrativa de literatura. Rev Pesq Cuid Fundam Online. [Internet]. 2023 [acesso em 3 julho 2025];15:e12924. Disponível em: https://seer.unirio.br/cuidadofundamental/article/view/12924/12052.

Leite TH, Marques ES, Corrêa RG, Leal MC, Olegário BCD, et al. Epidemiologia da violência obstétrica: uma revisão narrativa do contexto brasileiro. Ciênc Saúde Colet. [Internet]. 2024 [acesso em 3 julho 2025];29(9). Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/LbMdhqnGHfRRhNfJWJgpPjd/.

Venturi G, Godinho T. Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado: uma década de mudanças. São Paulo: Fundação Perseu Abramo; 2013.

Motta CT, Moreira MR. O Brasil cumprirá o ODS 3.1 da Agenda 2030? Uma análise sobre a mortalidade materna de 1996 a 2018. Ciênc Saúde Colet. [Internet]. 2021 [acesso em 3 julho 2025];26(10). Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/4pPdjk3DDSH6B8c5X3TNsKy/.

Callis AMB. Application of the Roy Adaptation Theory to a care program for nurses. Appl Nurs Res. [Internet]. 2020 [acesso em 3 julho 2025];56:151340. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC7428709/.

Ludke M, André MEDA. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: Editora Pedagógica e Universitária; 1986.

Cooke A, Smith D, Booth A. Beyond PICO: the SPIDER tool for qualitative evidence synthesis. Qual Health Res. [Internet]. 2012 [acesso em 15 julho 2025];22(10). Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/22829486/.

Braun V, Clarke V. Using thematic analysis in psychology. Qual Res Psychol. [Internet]. 2006 [acesso em 15 julho 2025];3(2). Disponível em: https://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1191/1478088706qp063oa.

Silva MR, Barbosa MAS, Lima LGB. Usos e possibilidades metodológicas para os estudos qualitativos em administração: análise temática. RPCA. [Internet]. 2020 [acesso em 15 julho 2025];14(1). Disponível em: https://periodicos.uff.br/pca/article/view/38405.

Santana AT, Couto TM, Lima KTRS, Oliveira OS, Bonfim ANA, et al. Racismo obstétrico: percepções de mulheres negras sobre violência obstétrica. Ciênc Saúde Colet. [Internet]. 2024 [acesso em 30 julho 2025];29(9). Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/55qy4f7fNBwvbYkvvSGf8fy/.

Leal MC, Gama SGN, Pereira APE, Pacheco VE, Carmo CN, Santos RV. A cor da dor: iniquidades raciais na atenção pré-natal e ao parto no Brasil. Cad Saúde Pública. [Internet]. 2017 [acesso em 30 julho 2025];33(supl 1). Disponível em: https://www.scielo.br/j/csp/a/LybHbcHxdFbYsb6BDSQHb7H/.

Cardoso PFG, Shimizu MA. Violência obstétrica e LGBTQIA+fobia: entrelaçamento de opressões. Ciênc Saúde Colet. [Internet]. 2024 [acesso em 30 julho 2025];29(4). Disponível em: https://www.scielosp.org/article/csc/2024.v29n4/e20072023/.

Butler JP. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; 2018.

Conselho Federal de Enfermagem. Resolução COFEN nº 564/2017. Código de ética dos profissionais de enfermagem. [Internet]. 2017 [acesso em 30 julho 2025]. Disponível em: https://www.cofen.gov.br/resolucao-cofen-no-5642017/.

Roy C, Andrews HA. Teoria da enfermagem: Modelo de Adaptação de Roy. Lisboa: Instituto Piaget; 2001.

Matos MG, Magalhães AS, Féres-Carneiro T. Violência obstétrica e trauma no parto: o relato das mães. Psicol Ciênc Prof. [Internet]. 2021 [acesso em 30 julho 2025];41(1). Disponível em: https://www.scielo.br/j/pcp/a/XSKSP8vMRV6zzMSfqY4zL9v/.

Oliveira MC, Mercedes MC. Percepções sobre violências obstétricas na ótica de puérperas. Rev Enferm UFPE Online. [Internet]. 2017 [acesso em 31 julho 2025];11(6). Disponível em: https://periodicos.ufpe.br/revistas/revistaenfermagem/article/view/23415/19090.

Almeida AIS, Araújo CLF. Parir e nascer em casa: vivências de enfermeiras obstétricas na assistência ao parto domiciliar planejado. Enferm Foco. [Internet]. 2020 [acesso em 30 julho 2025];11(6). Disponível em: https://enfermfoco.org/article/parir-e-nascer-em-casa-vivencias-de-enfermeiras-obstetricas-na-assistencia-ao-parto-domiciliar-planejado/.

Leal MC, Gama SGN, Bittencourt DAS, Domingues RMSM, Theme Filha MM. Nascer no Brasil II – retratos do parto e nascimento no Rio de Janeiro. Sumário de Pesquisa. [Internet]. Rio de Janeiro: FIOCRUZ; 2025 [acesso em 15 outubro 2025]. Disponível em: https://nascernobrasil.ensp.fiocruz.br/?us_portfolio=nascer-no-brasil-2.

Publicado

2023-02-23

Como Citar

1.
Sousa Almeida AI, Silva PHS, Paranhos JB, dos Santos JE, da Silva TJS. Obstetric violence and 2030 agenda: nursing contributions based on Callista Roy’s theory / Violência obstétrica e agenda 2030: contribuições de enfermagem à luz da teoria de Callista Roy. Rev. Pesqui. (Univ. Fed. Estado Rio J., Online) [Internet]. 23º de fevereiro de 2023 [citado 24º de fevereiro de 2026];18:e-14382. Disponível em: https://seer.unirio.br/cuidadofundamental/article/view/14382

Edição

Seção

Artigo Original

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

Plum Analytics